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Ministério manda reavaliar Plano de Negócios da Unidade Local de Saúde

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde informou que “o Ministério da Saúde entende que o processo de constituição da Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga (ULSEDV), nomeadamente o Plano de Negócios, deve ser reavaliado, de forma a incorporar sugestões e comentários enviados” pelo Município de Ovar.

Na sequência da reacção negativa da Câmara Municipal de Ovar ao Plano de Negócios da ULSEDV, no passado mês de dezembro, foi adiantado que será solicitada à ARS–Norte que proceda a essa reflexão para que, num período de seis meses, possa ser elaborada uma segunda versão do projecto.

Recorde-se que, após ter sido convidado, pelo Ministério da Saúde, a apresentar contributos ao Plano de Negócios da ULSEDV, a Câmara Municipal de Ovar reuniu todos os representantes dos serviços públicos de saúde do Concelho de Ovar, incluindo a Liga de Amigos do Hospital de Ovar, os Vereadores, o Presidente da Assembleia Municipal, os Presidentes das Juntas de Freguesia e os representantes das forças partidárias com assento nos órgãos autárquicos, e apresentou a posição da autarquia face ao designado Plano de Negócios da ULSEDV, EPE, remetido pelo Secretário de Estado da Saúde, e que resume a posição do grupo de trabalho por si constituído, para a inclusão do Hospital de Ovar e Rede de Cuidados Primários de Ovar (Centro de Saúde e USF do concelho) numa nova Unidade a criar (ULSEDV – Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga) em torno do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (centrado no Hospital da Feira), tendo obtido uma tomada de posição, unânime, no sentido do desacordo ao documento em discussão.

Assim, em desacordo com o referido Plano de Negócios e na defesa do Hospital de Ovar no SNS (Serviço Nacional de Saúde), com autonomia técnica e administrativa, como Hospital de proximidade e unidade de interface com outras Unidades, assim como na defesa intransigente de toda a rede de cuidados de saúde primários, foi reiterada a necessidade de garantir, entre outras, a promoção da defesa da saúde pública de forma relevante e a não diferenciação dos organismos prestadores, a não ser pela especialização e aspectos regulamentares, tendo em conta a missão, princípios, valores e fins; a continuidade da valorização da saúde no Concelho, de modo integrado, em rede com todas as estruturas vigentes, única forma de assegurar acesso, equidade e de favorecer um fluxo de doentes seguros e eficiente indispensável à sustentabilidade do sistema.

Uma eficiente e pronta emergência pré-hospitalar, reequacionando a mais-valia de uma urgência básica no HFZ e/ou articulação com os meios VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) necessários é outra das exigências.

O presidente ovarense, Salvador Malheiro, mostrou-se satisfeito com a sensibilidade do Ministério da Saúde em acolher os contributos enviados, revelando que “não podia ser de outra forma. O nosso parecer, feito de forma muito construtiva, apresenta uma série de sugestões e reivindicações conducentes a uma melhoria do sector da saúde no nosso Município. Agora resta-nos aguardar pela segunda versão do projecto, analisá-la novamente com todos os interlocutores, sendo certo que pugnaremos sempre pela melhoria dos cuidados de saúde no nosso concelho”.

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