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Ministério prometeu mas centros de saúde continuam fechados

Câmara disponibiliza-se para executar as obras que forem necessárias

“O que se passa nos centros de saúde do concelho é uma vergonha e uma falta de respeito com o povo vareiro”, criticou o presidente da Camara Municipal, Salvador Malheiro.

Falando na última sessão da Assembleia Municipal, voltou a acusar o Governo de faltar à palavra dada no posto médico de Maceda e agora acusa de se aproveitar do Covid19 “para encerrar os postos médicos de Arada, Furadouro e São Vicente de Pereira, é muito injusto, sobretudo num município que tem substituído o Ministério da Saúde e gasto muito dinheiro para repor as condições necessárias ao seu funcionamento”.

O Edil ovarense anunciou que o executivo está a equacionar pagar do seu bolso as intervenções necessárias para que os centros de saúde possam funcionar porque o Ministério da Saúde não tem condições de fazer obras básicas necessárias, na ordem dos 10 ou 15 mil euros.

“Esta é a uma competência do Ministério da Saúde, não é da Câmara, nem da junta, é do Governo e é por isso que temos que reivindicar”, repetiu.

Salvador Malheiro revelou que se deslocou à Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), em Coimbra, em julho, recebendo a garantia que os postos médicos estariam todos abertos em setembro, mas setembro passou e “não está nada aberto!”

Mesmo assim, “estamos prontos para estar do lado da solução e pedimos ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Baixo Vouga para nos indicar o que é preciso fazer para nos substituirmos ao Ministério da Saúde”.

Mas deixou um aviso à navegação: “Depois também não é correcto virem questionar as competências que não são nossas, mas vamos fazê-lo porque colocamos as pessoas em primeiro lugar e a saúde é prioritária”.
“O Governo está a falhar connosco”, criticou de novo, sublinhando: “Já nem falo do dinheiro que tivemos de avançar no âmbito do Covid19 e ainda não pagaram nada e agora fecharam as extensões de saúde e não as abrem”.

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