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Ministro do Ambiente acusa Passos Coelho de “profundo desconhecimento” sobre orla costeira

 

O ministro do Ambiente acusou esta sexta-feira o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de “completo desconhecimento” sobre a intervenção planeada para orla costeira de Ovar e garantiu que as obras ainda não avançaram porque “não há projeto”.

“Só posso dizer que por trás dessa afirmação de Pedro Passos Coelho está o completo desconhecimento, não só do que está a ser feito como do que foi feito quando ele era primeiro-ministro. No caso de Ovar, nem um projeto tínhamos”, alertou João Pedro Matos Fernandes, à margem da apresentação da estratégia de sustentabilidade ambiental da Portugal Telecom, no Porto.

O ministro afirmou que a intervenção é “absolutamente prioritária”, assegurou não ter havido qualquer desvio de verbas e explicou que o Governo se limitou a transferir 50 milhões de euros da orla costeira para as “zonas inundáveis”, relativamente às quais o anterior executivo tinha destinado “zero milhões”.

“O desvio não foi desvio coisíssima nenhuma. Foi, na nossa capacidade de decidir, alocar uma verba muito significativa a um outro problema grande que existia”, explicou Matos Fernandes.

O presidente do PSD e ex-primeiro ministro Pedro Passos Coelho apelou na quinta-feira ao ministro do Ambiente para direcionar para Ovar as verbas que já deveriam ter sido aplicadas em obras preventivas da erosão costeira, mas foram entretanto encaminhadas “para outras intenções do Governo”.

“Espero que essas intervenções, que estavam programadas para todo o litoral, possam de facto efetivar-se, embora eu tenha noção de que terá havido alguns desvios das respetivas verbas para outras intenções do Governo”, declarou.

De acordo com o ministro do Ambiente, “a obra não avançou porque nem projeto tinha” e “não havendo projeto é impossível fazer investimento”.

“Aquela zona, de Ovar, Furadouro e Esmoriz, corresponde a um dos mais graves problemas de erosão costeira. Queremos muito, e depressa, intervir. Está nas mãos do presidente da Câmara configurar o projeto. Assim que o tivermos, é uma obra absolutamente prioritária”, vincou João Pedro Matos Fernandes.

O ministro esclareceu ainda que estavam destinados “200 milhões de euros para a orla costeira e zero milhões para zonas inundáveis”.

“O que fizemos foi deixar 150 na orla costeira e transferir 50 milhões para as zonas inundáveis”, frisou.

Matos Fernandes acrescentou que, “os sete projetos das zonas inundáveis da região Norte” estão aprovados “há quase um mês e que, na segunda-feira, será apresentado “o maior desses projetos”, em Coimbra, relativo à zona do Mondego.

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