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Ministro distingue Bombeiros com Medalha de Mérito de Protecção e Socorro

125.º aniversário da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ovar

O Ministro da Administração Interna tomou parte nas comemorações do 125.º aniversário da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ovar que se assinalaram este domingo.

Reconhecendo o “exemplar percurso da sua existência ao serviço da comunidade e da protecção e socorro de populações com uma actuação sempre caracterizada pelo heroísmo, pela abnegação e pela solidariedade para com o próximo”, Eduardo Cabrita concedeu à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ovar, a Medalha de Mérito de Protecção e Socorro, no grau ouro e distintivo azul.

O distintivo azul distingue actos de heroísmo ou de notável solidariedade, bem como, no caso de pessoa colectiva, o decurso de exemplar existência ao serviço da protecção e socorro de populações, especialmente patente no período da cerca sanitária que se instalou em Ovar no período da pandemia.

No discurso durante a sessão solene, o ministro começou por realçar a forma como, num ano tão difícil para todos os portugueses, os bombeiros em todo o país, mas de uma forma muito especial em Ovar, “estiveram à altura de responder àquilo que foi o desafio das populações”.

Cabrita realçou ainda que, pelo segundo dia consecutivo, Portugal registou zero mortes por covid-19, adiantando que os bombeiros foram fundamentais para esta resposta, porque “não deixaram de acorrer a tudo aquilo que já faziam” e “responderam à pandemia com coragem e determinação”.

À beira de iniciar em junho o período mais complexo do combate aos incêndios rurais, o ministro afirmou que o Governo tem vindo a fazer “um caminho essencial de fortalecimento do sistema de protecção civil”.

Como exemplo, deu a aposta no reforço das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) que aumentaram 70% desde 2017, quando assumiu funções de ministro da Administração Interna, após os trágicos incêndios de outubro desse ano que vitimaram 51 pessoas.

Marco Braga, vice-presidente do Conselho Executivo da Liga de Bombeiros Portugueses, aproveitou para pedir a Eduardo Cabrita “alguma acção, alguns actos concretos”, exemplificando com a “revisão do financiamen­to das corporações” e “apoio social”, ressalvan­do neste aspecto a ajuda das autarquias. Exemplo disso foi a promessa do presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, de apoiar uma segunda EIP dos Bombeiros Voluntários de Ovar.

Dinocrato Formigal, presidente da Assembleia Geral da corporação vareira, sugeriu ao ministro que olhasse para parte da frota de veículos que se encontrava ao seu lado direito e atendesse à necessidade de a
“instalar condignamente e não andarem uns por ca da canto”, mas não obteve resposta. Contudo, o dirigente gostaria de atingir esse objectivo em “três anos, no máximo”.

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