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Município apoia custos fixos de grupos e escolas de samba

A ausência de festas e romarias para evitar ajuntamentos significa um “rombo” importante nas finanças de grupos e escolas de samba que eram convidados para participar em vários desfiles e cortejos na época estival, pelo país fora, de norte a sul, levando com eles o nome de Ovar. Essas saídas significavam uma importante fonte de receita que, de repente, se viu reduzida a zero. Ao invés, aumentou a apreensão das associações carnavalescas em relação ao futuro e… às contas.

O anúncio do cancelamento dos desfiles de Carnaval em 2021, por causa da pandemia, foi recebido com aplauso por todos os foliões que, embora não disfarcem a tristeza, entendem que a “saúde está em primeiro lugar”.  Mas agora surge outro problema: Sem desfiles o que acontecerá aos apoios financeiros anuais destinados à confecção dos trajes, alegorias e carros que desfilam?

O presidente da Câmara Municipal de Ovar abordou essa questão, referindo que está “atento e sensível à situação dos grupos e escolas, nomeadamente, no que toca ao pagamento dos custos fixos que, apesar de não haver desfiles, têm de ser pagos”. Em cima da mesa está a possibilidade do Município avançar com metade dos subsídios, “com base nos valores que prometi no final do Carnaval deste ano, para ajudar às despesas e manter a máquina carnavalesca de Ovar em condições de ser reactivada a qualquer momento”.

O autarca realça que, “embora não haja desfiles nos moldes habituais, vamos engalanar e ornamentar a cidade a sério para assinalar o Carnaval” e, acrescentou ainda, “estamos a ponderar a realização de desfiles carnavalescos, no Verão de 2021, nas praias do Furadouro, Cortegaça e Esmoriz”.

Estas “são situações que estão em cima da mesa e que vamos analisar em conjunto com os grupos e escolas de samba”, concluiu.

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