Cultura

Museu da Chapelaria celebra Dia Internacional com teatro sobre saúde mental e opressão laboral

O Museu da Chapelaria, em São João da Madeira, assinala sábado o Dia Internacional dos Museus com visitas guiadas em que os participantes terão que usar chapéu e com um espetáculo de teatro sobre saúde mental e opressão laboral.
Segundo anuncia o referido espaço cultural da Área Metropolitana do Porto, a escolha desses temas visa realçar o papel dos museus enquanto promotores da inclusão e da diversidade dentro das respetivas comunidades.
“Os museus desempenham diversos papéis importantes na sociedade, incluindo a preservação e interpretação da cultura e história, a educação, a inspiração criativa e, cada vez mais, a promoção da inclusão social”, declara a diretora do Museu da Chapelaria, Tânia Reis.
Nesse sentido, os museus são cenários particularmente propícios à inclusão de cidadãos com deficiência mental e “podem desempenhar um papel significativo como espaços acessíveis e acolhedores, onde as pessoas podem envolver-se, aprender e expressar-se”.
Para celebrar as suas funções de divulgação mais imediatas, o Museu da Chapelaria promove assim no próximo sábado diversas visitas orientadas, entre as quais a intitulada “Só entra com chapéu”, cuja designação tem um duplo sentido: é referência a um período histórico em que não usar chapéu era considerado comportamento rude e grosseiro, de classe social inferior; e é requisito prático efetivo para realizar a visita, pelo que os participantes devem comparecer com chapéu próprio ou usar um cedido para o efeito pelo próprio museu.
Quanto ao teatro inclusivo, a escolha recaiu sobre a peça “Maria na Fábrica das Maravilhas”, reinterpretação do clássico “Alice no País das Maravilhas” a protagonizar por atores amadores da associação Mentemovimento – Associação Pró-Saúde Mental de Entre Douro e Vouga.
O enredo desenvolve-se em torno de Maria, uma operária destemida que, ao desafiar com as suas criações inovadoras as normas estabelecidas na fábrica de calçado onde trabalha, se vê envolvida num processo judicial por incitamento à rebelião.
Pela sua abordagem à opressão laboral, Tânia Reis espera assim que o espetáculo possa contribuir “para o aumento da autoestima e o sentido de empoderamento dos utentes da Mentemovimento, mostrando-lhes que as suas vozes e experiências são valorizadas e respeitadas”.
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