Cultura

Museu Júlio Dinis recebeu mostra de cinema documental de Rui Pedro Lamy

Decorreu, na passada quinta-feira, no Museu Júlio Dinis, a mostra de Cinema Documental ETHNO, da autoria de Rui Pedro Lamy. A iniciativa marcou um primeiro momento de apresentação do trabalho do realizador e produtor português, natural de Ovar, que a convite da Câmara Municipal de Ovar vai desenvolver, em residência artística, já a partir de dezembro, a produção do documentário Júlio Dinis em Ovar – o retrato da passagem do escritor por terras vareiras.

A mostra de cinema documental deu a conhecer uma seleção representativa do trabalho de Rui Pedro Lamy, muito vocacionado para os filmes e projetos multimédia para museologia. O realizador exibiu cinco projetos de caráter museográfico, transformados em documentários, que já fizeram o seu percurso além-fronteiras, tendo sido reconhecidos e premiados em vários festivais de cinema internacional.

Rui Pedro Lamy selecionou para apresentar no Museu Júlio Dinis, os filmes “O Ouro de Tresminas”, produzido para o Centro Interpretativo de Tresminas em Vila Pouca de Aguiar que conta a história de um complexo mineiro romano em Vila Pouca de Aguiar; “Splendidissima Civitas”, produzido para o Centro Interpretativo de Bobadela Romana, em Oliveira do Hospital, pondo em destaque os históricos arco e anfiteatro romanos; “Os enigmas do Cabeço de Mina”, que retrata a importância do vale da Vilariça em Vila Flor; “A Reserva da Biosfera Tranfonteiriça Gerês-Xurés” e “Via Romana XVIII – a Geira”.

Com um percurso profissional que cruza o cinema e a televisão, Rui Pedro Lamy, a propósito do convite feito pela autarquia, salienta “mostrarmos trabalho na nossa própria terra é sempre especial. Para mim é uma honra e um desafio muito interessante fazer esta residência em Ovar e criar o documentário sobre Júlio Dinis. Esta mostra documental serve para que as pessoas conheçam uma parte do trabalho que eu tenho vindo a desenvolver. Estes projetos surgem da paixão que eu tenho pela história, pela arqueologia e pelas culturas antigas. É urgente registar as culturas que, de certa forma, estão a desaparecer. Considero importante este registo de etnografia de salvaguarda”.

Fundada pelo realizador em 2017, a ETHNO nasce da vontade de preencher um lugar dentro da produção audiovisual portuguesa, produzindo conteúdos audiovisuais e fotográficos relacionados com a nossa história, a nossa etnografia, onde há um envolvimento profundo do realizador nos temas que investiga.

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