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O desafio de gerir 5 gerações em trabalho

Pela primeira vez, o mundo laboral engloba cinco gerações a trabalhar em simultâneo, fruto de várias mudanças na sociedade: vive-se mais, trabalha-se mais anos. Mas gerir esta força de trabalho multigeracional num contexto de aceleração digital, com a perspetiva de que até ao fim da década surgirão profissões que ainda nem sequer foram inventadas, é desafiante, exigente e não há manual de instruções para uma gestão eficaz dos recursos humanos neste contexto.

Adecco Portugal sugere seis dicas para facilitar a gestão deste melting pot de profissionais.

Que gerações no trabalho coexistem hoje?

As faixas etárias exatas para estas gerações flutuam dependendo do estudo utilizado, mas em geral, a repartição é a seguinte:

  • Silenciosos: esta é a geração mais antiga da força de trabalho. Geralmente, este grupo nasceu antes do fim da Segunda Guerra Mundial e tem mais de 70 anos de idade.
  • Baby Boomers: é provavelmente a geração mais notável da história em termos de acumulação de riqueza, é a que gere negócios hoje em dia. Os mais novos desta geração estão tipicamente na casa dos 50 anos.
  • Geração X: é provável que estas pessoas sejam gestores intermédios superiores ou gestores da fase inicial. Este grupo estaria na casa dos 30 e 40 anos nesta altura, e é mais provável que se encontre na fase em que a gestão da família (crianças mais novas) e do trabalho se torne uma preocupação primordial.

    §  Millennials: Todos já ouvimos dezenas de generalizações sobre este grupo, mas atualmente estão na casa dos 20 e 30 anos. São a maior geração da força de trabalho.

    §  Gen Z, iGen: os nomes variam para este grupo, mas são essencialmente pessoas que acabaram de terminar a faculdade e estão a entrar no mercado de trabalho. Na sua maioria, terão menos de cinco anos de experiência e os mais velhos deste grupo estão na casa dos 20 anos.

  • DICA 1: Não generalize

    A geração Millennial tem entre 80 milhões e 120 milhões de pessoas, por isso, se estiver a tentar generalizar, é preciso ter cuidado. Tomemos, por exemplo, a noção generalizada de que “os millennnials precisam de feedback”. Embora isso seja provavelmente verdade para muitos, não será verdade para todos. É muito difícil generalizar sobre gerações, e muitos artigos tendem a cometer um grande erro quando o fazem: por exemplo, comparam os Boomers de hoje com os Millennials de hoje. É quase impossível comparar uma pessoa de 25 anos com outra de 55 em termos de ligação ao trabalho, responsabilidades de vida, perspectivas pessoais, etc. Mas se compararmos os boomers dos finais dos anos 60 com os millennials de hoje, verifica-se que há tópicos que persistem ao longo do tempo.

    DICA 2: Há uma grande diferença entre as gerações em trabalho

    No que toca à tecnologia, e especificamente tecnologia digital/móvel, é um facto incontornável. As ferramentas digitais têm permitido mudanças significativas na forma como grande parte do trabalho é feito. Se passou 30 anos a abordar a sua indústria de uma forma única, que de repente se torna muito digitalizada, é naturalmente disruptivo na forma como trabalha. Os millennials e a geração Z têm uma ligeira vantagem a este respeito, uma vez que cresceram a par e passo com o digital.

    Diferentes pontos de entrada para a aprendizagem e utilização de tecnologia podem gerar diferentes experiências. Ora, isto não quer dizer que não existam boomers ou geração Z tecnofóbicos, porque existem. Mas o mundo em que estas gerações cresceram era fundamentalmente diferente. O boom tecnológico e a evolução da Inteligência Artificial impulsionaram a inovação mais rapidamente do que era possível antes e isso tem um impacto na mentalidade dos profissionais.

    (Em actualização)

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