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O FIMO juntou-se à elite dos festivais de Europa

Numa organização da União das Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã, está encerrada mais uma edição do FIMO – Festival Internacional de Marionetas de Ovar. Foi tempo de ouvir o coordenador do certame, Nuno Sampaio Pinto sobre o que correu dentro do previsto e aquilo que podia ter sido ainda melhor. “Correu bastante bem, o tempo ajudou e só tivemos que transferir alguns espectáculos devido ao forte vento que se fez sentir”.

Mas estas alterações foram encaradas com normalidade: “São coisas que acontecem, em especial num festival com 68 espectáculos. O imprevisto pode acontecer, mas como disse, estávamos preparados para ele e conseguimos minimizar ao máximo o seu impacto”.

“O balanço só pode ser positivo”, sublinha, destacando a “muita gente que andou na rua, em família, as pessoas divertidas, bem dispostas”, apontou o facto de se ver “muitas pessoas que vieram de fora até Ovar, o que é  igualmente relevante”.

Num festival de acesso livre, “não conseguimos contabilizar o número de pessoas que estiveram nas ruas da cidade nestes três dias”. “A única coisa que podemos dizer é que, no ano passado, tivemos 37 espectáculos todos lotados, este ano tivemos 68 espectáculos todos lotados, e isso quer dizer que houve bastante afluência, certamente”, anota Nuno Sampaio Pinto.

Este ano, o FIMO juntou-se à elite dos festivais de Europa que atribuem prémios às companhias presentes. Para o coordenador vareiro, “é uma aposta ganha esta da atribuição de prémios, porque o público mostrou-se muito interessado na votação e o júri que aqui trouxemos deu um novo impulso e prestígio ao FIMO, pois era constituído por personalidades de prestígio que muitos outros festivais gostariam de ter”. Nuno Sampaio Pinto frisa que “tivemos um juri internacional de grande categoria, cheio de vontade de analisar os espectáculos de acordo com o que se faz aqui mas também em vários outros locais da Europa”.

O norte-americano Scott Land e a companhia egípcia eram das mais aguardadas mas viram-se forçadas a actuar de forma limitada, porque, por um lado, o americano sofreu um acidente de viação poucos dias antes de viajar, que o condicionou. “Ele tentou fazer um espectáculo no sábado à tarde, o que conseguiu em parte, mas o seu estado de saúde não permitiu mais”. Quanto à companhia egípcia Elmahroussa, Nuno Sampaio Pinto explicou que teve problemas na obtenção de vistos para viajar para o nosso país, e “sendo uma equipa de cinco pessoas, só conseguiram viajar 3, pelo que tiveram que reajustar todo o espectáculo, sem grande parte da animação que poderia ter”.

Nuno Sampaio Pinto destaca todas as companhias presentes, e do que viu, enalteceu o Circo das Pulgas que não deixou ninguém indiferente, o espectáculo dinamarquês “The House” que viria a arrecadar uma menção honrosa ou os alemães Fifthwheel que ganharam o prémio do Público, num troféu elaborado por Xana Fernandes.

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