Cultura

“O Gringo”, o Homem e a Mulher, cúmplices do Oceano

O Maio do Azulejo e a Capital Portuguesa da Cultura

No âmbito de Aveiro 2024 – Capital Portuguesa da Cultura e com curadoria do Museu Nacional do Azulejo, o Centro de Arte de Ovar está nestes dias a contar uma história diferente.

“Entre dois Mundos” é uma história envolvente entre o vasto oceano, a mulher resoluta e o homem misterioso abraçam uma relação triangular que transcende fronteiras. Imaginem a saga, onde uma mulher poderosa e intrépida emerge, percorrendo um ciclo que começa com a presença do homem no coração do oceano e culmina na sua ligação com toda a gente que a vê passar pela rua.

Muito mais que simples comerciantes de peixe, as Varinas encarnam lendas que desafiam as provações do tempo e perduram até aos dias de hoje.

“Cada Varina carrega, consigo, o legado destas mulheres excecionais”, explica o autor, Gringo de nome artístico e Bastien Tomasini, de batismo.

Ele é um artista plástico, nascido em 1988, em Nice, na Riviera Francesa, que em Ovar convida a mergulhar nesta fascinante aventura e a explorar as nuances desta relação “Entre dois mundos”, onde o mar, a força feminina e a mística masculina se entrelaçam numa história envolvente e intemporal.

As suas obras são feitas para serem tocadas, são peças lúdicas e multissensoriais, vibrantes, coloridas, produzindo sons, parecem saídas de um conto infantil ou de florestas exóticas com flora e faunas exuberantes.

Nesta exposição não há um percurso, há uma descoberta.
A viagem começa nas obras e perdura nas nossas memórias.

O Gringo

“O Gringo” alia a fotografia à reinterpretação de dois ícones da tradição cultural portuguesa: o azulejo e o fado, neste caso com o objetivo de contar uma história de amor, narrada sob o ponto de vista de uma mulher que vê o seu amor partir para o mar.

O processo de trabalho de envolveu diversas fases, tendo-se iniciado com a seleção de peças do Museu Nacional do Azulejo, posteriormente fotografadas em detalhe. Em seguida, realizaram-se sessões de fotografia em estúdio com modelos, incluindo a participação de dois fadistas portugueses. Daqui resultou um conjunto de peças que pretendem contar uma história de amor.

Ao usar o azulejo para contar uma história através de uma sequência de painéis, “O Gringo” está a dar continuidade a uma das principais funções da azulejaria portuguesa. Neste sentido, as suas obras não trazem apenas novidade e reinvenção para uma arte secular, mas incorporam uma tradição estabelecida, projetando-a no século XXI.

 

 

 

 

 

 

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