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O mistério das torres de pedras empilhadas no Furadouro

Há pouco tempo era um construtor de areia que, tendo assentado arraiais na praia do Furadouro, atraia atenções com as suas efémeras mas belas obras.


Agora, surgem estas construções misteriosas, da autoria de Paulo Bastos Valentim, que têm atraído atenções pelo trabalho e pela localização – a norte da praia do Furadouro na berma da defesa aderente.

Se é uma obra de arte vai depender inteiramente da perspetiva de quem para ela olha, pois o conceito de arte é subjetivo e amplamente debatido.

A imagem mostra o que é conhecido como ‘cairns’ ou torres de pedras empilhadas, dispostas sobre as rochas de um quebra-mar.

Como expressão artística efémera, muitos consideram uma forma de “land art” (arte da terra) ou instalação artística temporária.

Quanto à intencionalidade do autor, do qual pouco se sabe além de que é emigrante em França, existe um esforço consciente de composição, equilíbrio, escolha de formas e texturas para criar algo esteticamente agradável.

Como prática meditativa, para quem as constrói, o processo foca-se no equilíbrio e na ligação com a natureza.

São pedras mas, afinal, são mais do que simples pedras.

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