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O olhar do fotojornalista suíço Gilbert Vogt

O fotojornalista suíço Gilbert Vogt partilhou, no Museu de Ovar, os seus testemunhos a preto e branco, através de imagens registadas em diferentes continentes. Trabalhos de várias realidades sociais, económicas ou culturais, que pela sua própria dureza, incomodam consciências.

“O gosto pela fotografia surgiu naturalmente”, recordou na sessão moderada por Carlos Granja em que também participou o premiado fotógrafo natural de Ovar e radicado na Suíça, José Fangueiro.

Uma dupla de fotógrafos residentes em Sião, cuja amizade e relação profissional na arte da fotografia proporcionou esta oportunidade de ver o trabalho de um fotojornalista com reportagens publicadas em vários órgãos de comunicação e trabalhos para Organizações Não Governamentais (ONG’s).

Gilbert Vogt, nascido a 18 de outubro de 1960, que desde finais dos anos noventa mostra o que viu com seu olhar os dramas da Sida e da tragédia resultante da falta de nutrição em países de África como Uganda, fotografou filhas de prostitutas na Ásia, captando rostos reprimidos num desumano ambiente de exploração sexual.

“Não procuro, encontro”, escreve o autor a propósito do seu trabalho, acrescentando sem hesitações que o seu olhar sobre tais momentos captados e publicados é o mesmo quer seja encomendado por uma ONG ou por sua conta própria conta e risco, dando como exemplos a vivência social cubana que mostrou ou a resistência da intifada na Palestina e dos cenários de destruição no Líbano.

Cenários de guerra, que com base na sua experiência, garante não haver perímetros de segurança para fotojornalista, bem pelo contrário, “a máquina não é escudo, às vezes atrai tiro”, como provam aliás o significativo número de profissionais mortos em tais cenários, comentou-se na sala.

O artista ovarense Emerenciado é o próximo convidado para o À Palavra com…, para falar da sua arte, da pintura à escultura.

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