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O Património Imaterial do Cantar dos Reis

A tradição vareira do Cantar dos Reis, que leva 122 anos de história quer integrar a matriz do inventário nacional do Património Cultural Imaterial. Foi em 1893, com o especial patrocínio de João Alves Cerqueira, um conceituado comerciante da praça vareira de então, que nasceu a primeira Troupe – a dos “Reis dos Alves” ou “Troupe dos Velhos” e logo outras começaram a surgir.

A candidatura foi formalizada dando corpo a uma vontade anunciada pelo presidente da Câmara Municipal, Salvador Malheiro, no colóquio O Cantar dos Reis em Ovar – Uma História de Diferenciação, ocasião em que foram homenageados nove reiseiros, que dedicaram muito da sua vida à tradição

A edição deste ano tem responsabilidades acrescidas, pois será registada em diversos suportes para fortalecer a candidatura a Património Imaterial de Portugal. Ovar tem, neste momento, cerca de 700 reiseiros espalhados por 16 troupes de adultos e seis infantis que se juntam para ensaiar e tocar músicas originais desde o início de ano.

O presidente da Câmara de Ovar, Salvador Malheiro, sublinha que está na hora de prestar a devida homenagem a uma tradição muito enraizada na comunidade vareira e que tem passado de geração em geração.

E uma coisa é o Cantar dos Reis de Ovar, outra é cantar as Janeiras de porta em porta, como sucede noutros pontos do país. A primeira canção é uma saudação, a segunda uma mensagem de Natal, de paz, harmonia e esperança, e a terceira uma despedida num tom mais descontraído.

A preocupação com a componente musical é uma constante das troupes que, sem olhar a fio, chuva ou neve, de 2 a 6 de Janeiro percorrem as ruas da cidade, cafés, restaurantes e casas particulares. Há troupes que cantam a três vozes e todas usam vários instrumentos. O Município considera que está na hora de prestar a devida homenagem aos reiseiros e a candidatura, que é recebida como um motivo de orgulho pela população, surge nesse contexto.

Esta noite, há novo episódio da tradição. Veja aqui a ordem de actuação na Praça da República.

A inscrição de manifestações imateriais no Inventário Nacional é considerada uma medida fundamental para a sua salvaguarda e valorização à escala nacional, assim como para proceder à atualização e à revisão de manifestações já inventariadas.

O MatrizPCI promove o envolvimento das comunidades, dos grupos e dos indivíduos na salvaguarda do seu próprio património imaterial, através da participação direta nas diversas fases de consulta pública relativas aos procedimentos de inventariação de Património Cultural Imaterial (PCI).

A nível nacional, a instituição e operacionalização do Inventário Nacional são enquadradas conjuntamente pelo Decreto-Lei n.º 139/2009, de 15 de Junho, e pela Portaria n.º 196/2019, de 9 de Abril (v. secção “Legislação e Normativos”).

 

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