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Os originais “Painéis de Azulejos da Estação de Caminho-de-Ferro de Ovar”

Patente ao público na Escola de Artes e Ofícios (EAO) até 31 de Julho.

Patente na Escola de Artes e Ofícios, esta exposição apresenta o conjunto original dos 9 painéis de azulejos da estação de Caminhos de Ferro de Ovar, que foram removidos em 1979 para protecção.

Os mais danificados são os que defrontam para o Largo Serpa Pinto e estavam sujeitos à poluição automóvel.

Produzidos pela fábrica aveirense da Fonte Nova, colocados inicialmente nas fachadas nascente e poente da Estação de Ovar em inícios de 1917, este conjunto representa fotografias de monumentos e paisagens portuguesas.

Os motivos patentes são clichés do fotógrafo ovarense Ricardo Ribeiro, que foram posteriormente passados à tela cuja autoria coube ao pintor barrista Licínio Pinto.

No último triénio dos anos 80 do século XX, foram substituídos por novos, com desenhos da autoria de Beatriz Campos.

São painéis de grande valor artístico e histórico, porque foram pintados entre 1917 e 1919 por figuras muito conhecidas do azulejo, como Licínio Pinto e Francisco Pereira, que trabalhavam na fábrica Fonte Nova e se inspiraram nos cenários campestres de fotógrafos vareiros.

Na fachada da estação virada para a linha férrea, o cenário era (e é) menos preocupante.

Os painéis da mesma época foram, como se disse, retirados da parte poente, em finais dos anos 1970, devido ao seu mau estado e os que decoram o local atualmente datam apenas da década de 80, embora evidenciando o mesmo estilo artístico, em tons de branco e azul com apontamentos de amarelo.

Os azulejos são do Atelier Razamonte, de Gaia, e foram criados por Fernando Gonçalves a partir de paisagens da pintora vareira Beatriz Campos. Como estão voltados para os comboios, estão sujeitos a menos agressões poluentes e menos movimento, pelo que não apresenta o mesmo nível de estragos patente na fachada nascente.

O Maio do Azulejo expõe os azulejos originais ao público na Escola de Artes e Ofícios (EAO) até ao dia 31 de Julho.
*(Horário seg. a sex. 10h00 – 13h00/14h00 – 17h00 – A entrada é gratuita.)

Joias da azulejaria na Estação da CP de Ovar

Todo este ambiente de uma simplicidade única presente no território, levou Rafael Salinas Calado, investigador e primeiro diretor de Museu Nacional do Azulejo, especialista em azulejaria e cerâmica portuguesas, a considerar Ovar um verdadeiro museu vivo do azulejo e um “testemunho exemplar” das virtudes do azulejo português.
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