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Os portugueses passam quase 2 horas por semana a fazer compras online. Como fazê-lo em segurança?

Especialista em privacidade digital partilha várias dicas sobre como proteger-se durante as compras online

Um estudo recente da NordVPN mostrou que os portugueses passam quase 2 horas por semana a fazer compras online. No total, passam mais de 63 horas por semana online. Agora que entramos na época das compras de Natal, é o momento de os golpistas e hackers apanharem desprevenidos alguns compradores e causarem alguns estragos. De acordo com a pesquisa da Juniper, as fraudes relacionadas com o e-commerce (comércio eletrónico) ultrapassarão os 41 mil milhões de dólares (acima de 38 mil milhões de euros) até ao final de 2022. Estima-se que ao longo do próximo ano este número venha a sofrer um considerável aumento de 16%, chegando aos 48 mil milhões de dólares (aproximadamente 45 mil milhões de euros) até ao final de 2023.

“Por mais apetecíveis que os bons negócios possam ser, não se apresse a aceitar essas ofertas aparentemente ‘boas demais para serem verdade’. Muitas vezes, o mais certo é que essas ofertas ‘ofereçam’ malware ao seu dispositivo ou descarreguem algum software indesejado, ao invés de realmente significarem uma boa pechincha”, comenta Daniel Markuson, especialista em privacidade digital da NordVPN.

5 dicas para evitar golpes ou fraudes ao fazer compras online

Daniel Markuson dá 5 dicas sobre como evitar ser enganado enquanto faz compras online:

Fique-se pelos sites HTTPS (mas não só!)

Por uma questão de segurança, é importante visitar e comprar em sites que usam o protocolo HTTPS. O “S” significa “seguro”, e os sites que usam HTTPS garantem que os seus dados pessoais estão pelo menos protegidos pela encriptação TLS. No entanto, um ícone de cadeado e um “HTTPS” à frente do URL já não garantem que o site é seguro – os cibercriminosos também começaram a usar certificados SSL. Por isso, deve verificar outras dicas mencionadas abaixo.

Verifique se o URL está correto

Certificar-se que está na loja online certa pode ser a diferença entre fornecer os detalhes do seu cartão de pagamento em “Nike.com” ou em “n1ke.com”. Se achar que está num site de imitação, apague tudo o que já inseriu e saia do site.

“Se quiser comprar alguma coisa de um site que nunca usou antes, procure informações sobre o mesmo online para perceber se ele é administrado por uma empresa legítima. Além disso, procure os sinais óbvios que identificam uma falsa loja virtual: um design pobre do site, textos fracos e/ou com incorreções, nomes de domínios suspeitos, informações de contacto duvidosas, más avaliações de clientes, e por aí em diante”, acrescenta Daniel Markuson.

Tenha cuidado com URLs encurtados

Os especialistas em marketing usam frequentemente encurtadores de URL para tornar os URLs longos esteticamente mais atrativos, mas isto abre a porta aos vigaristas. Estes criminosos podem usar encurtadores de URL para esconder o URL que você está a abrir.

Se se deparar com um anúncio de uma pechincha com um URL encurtado, tente verificar o site da empresa inserindo o endereço do mesmo manualmente.

Evite fazer compras online usando uma rede Wi-Fi pública

De uma forma geral, é melhor evitar fazer compras online usando redes de Wi-Fi públicas porque as mesmas geralmente oferecem pouca segurança e são frequentemente vigiadas por hackers que pretendem violar ligações fracas. Os computadores públicos são outro meio pouco seguro para fazer compras online mas, se não tiver alternativas, as VPNs são uma maneira de encriptar a sua ligação e proteger os seus dados.

Confira os seus extratos bancários

Uma das melhores maneiras de garantir que não está a ser enganado é acompanhar os seus extratos bancários. Fazer isto permite-lhe não apenas controlar as suas compras e gastos, mas também o ajuda a atuar rapidamente na eventualidade de uma transação suspeita.

“Se quer surpreender os seus entes queridos com os presentes que escolheu cuidadosamente para eles, precisa manter-se alerta e ser esperto online. Lembre-se, se um negócio parece bom demais para ser verdade, quase de certeza que o é. E nem todos os emails que você recebe merecem ser abertos”, informa Daniel Markuson.

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