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Ostras são motivo de discórdia na Ria

A Associação de Pesca Artesanal da Ria de Aveiro (APARA) está contra uma nova exploração de ostras em São Jacinto, por “prejudicar centenas de famílias que vivem da pesca e da apanha de bivalves”.

Em causa está um edital da Direção Geral de Recursos Naturais dando conta do pedido de um Título de Atividade Aquícola (TAA) relativo à instalação de um estabelecimento destinado à produção de ostras, numa área total de 129.600 metros quadrados, ligeiramente a norte de São Jacinto, denominado “Aquanostra Aveiro”.

“Esta organização de produtores não participou no procedimento deste licenciamento que, no nosso entender, lhe deveria ter sido dado nos termos da legislação em vigor, tendo em conta a sua reconhecida representatividade dos interesses dos mariscadores e pescadores profissionais da ria de Aveiro e, em especial, das comunidades que praticam esta actividade”, sublinha.

Segundo a associação representativa dos pescadores e mariscadores da ria de Aveiro, a área de instalação fica num banco natural de desenvolvimento de bivalves e espécies nativas da ria de Aveiro (RIAV1).

Uma delas, o berbigão, “serve de fonte de rendimento a uma parte significativa de pescadores locais, bem como de pescadores profissionais da ria de Aveiro”.

“Com certeza haverá outros locais que podem ser concessionados, sem, contudo, prejudicar a pesca profissional e pôr em causa a preservação e conservação do meio marinho”, defende a APARA, dando como exemplo as salinas abandonadas.

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