Política

“Ovar não foi governado, mas sim gerido” – Alcides Alves

A requalificação do Cine-Teatro de Ovar é uma das promessas

Nos últimos oito anos, Ovar não foi governado, mas sim gerido”. “Ovar assistiu ao que acontecia, e muito poucas vezes fez acontecer”, criticou Alcides Alves, candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Ovar, no último sábado, na Arena Vida Ovar.

Falando na sessão de apresentação dos candidatos socialistas aos órgãos autárquicos, o antigo presidente da junta de Esmoriz disse que “assistimos a alguns procedimentos que, no limite, roçam a ilegalidade. Governar é prever, antecipar. Ser proactivo, e não reactivo, como foi o executivo em permanência na falta de apoio ao pequeno comércio e às pequenas e médias empresas.”

O executivo do PSD é acusado de “não tomar medidas imediatas para estancar” o impacto local da pandemia na economia, marcada pelo ‘cerco sanitário’,  ao “recusar” propostas do PS de criação um fundo de emergência por alegada falta de verba, embora, realçou Alcides Alves, “existisse um saldo de mais de 7,5 milhões de euros”.

Naquele que considera um primeiro passo rumo a uma grande vitória, afirmou que as eleições não são para concorrer, mas sim para ganhar, pois a sua candidatura engloba “gente de trabalho, que acredita nos projectos”.

Neste âmbito, o candidato socialista acusou o PSD de “não ter um projecto para o futuro” de Ovar, criticando Salvador Malheiro por dar mais atenção às funções partidárias como líder distrital e vice-presidente nacional do PSD. “Quem quer servir dois senhores acaba por não servir nenhum”, afirmou.

Entre esses projectos que espera implementar quando for eleito está “a requalificação do Cine-teatro de Ovar, uma das “obras de Santa Engrácia” deste executivo e que Alcides Alves espera concluir quando for eleito.

O candidato prometeu ainda combater a taxa de desemprego no concelho – “que é superior à media nacional”, atraindo investimentos que têm caído para concelhos vizinhos e continuar a lutar pela desanexação da União das Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira, com o objectivo de trazer de volta os serviços de proximidade. Na saúde, quer instalar uma urgência básica no Hospital de Ovar, mas também quer reformular a defesa da costa e pensar na criação de ensino superior.

A cerimónia incluiu o lançamento das listas candidatas às Juntas de Freguesia (Bruno Oliveira – UFO; Raúl Teixeira – Válega; Cajó Ferreira – Esmoriz; Miguel Coelho – Cortegaça e Jorge Marques – Maceda), Assembleia Municipal de Ovar (José Fragateiro), e intervenções do presidente da Comissão Política Concelhia do PS Ovar, Luís Vieira Pinto, e do presidente da Federação Distrital de Aveiro do PS, Jorge Vultos Sequeira, notando-se a ausência de um elemento destacado do Governo como normalmente acontece (há quatro anos estiveram o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e Pedro Nuno Santos e Rocha Andrade, na altura Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, respectivamente).

 

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