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“Ovar Vamos Ajudar” marcha para exigir “Passagens Seguras”

O Movimento “Ovar Vamos Ajudar” participa, este sábado, na Marcha Europeia pelos Direitos dos Refugiados, para exigir “Passagens Seguras” que decorre na cidade do Porto.

Cidadãos, ONG’s e grupos de activistas de mais de 100 cidades juntam-se aos eventos que vão ter lugar em 27 países europeus e também Turquia, Estados Unidos (Nova Iorque), Canadá (Vancouver) e Israel (Tel Aviv).

Sob o slogan “Passagem Segura JÁ!” (inglês/universal Safe Passage Now) os cidadãos exigem aos governos europeus que providenciem passagens e rotas seguras para todos os que se encontram em fuga do seu país de origem devido a guerra, conflitos sistemáticos ou pobreza extrema.
Dos mais de 60 milhões de pessoas que se encontram nesta situação, por todo o mundo, cerca de 1 milhão tentou entrar na Europa em 2015.

No ano passado, 3.771 pessoas morreram no mar numa tentativa de alcançar o nosso continente e, até agora este ano, foram registadas mais 410 mortes.
Este número exclui todos os que desapareceram no mar sem voltarem a ser encontrados, nem as mais de 10 mil crianças que foram dadas como desaparecidas depois de entrarem na Europa.

Este sábado, milhares de pessoas vão levantar a voz para exigir soluções humanitárias consistentes; é urgente faze-lo, tendo em conta a falta de uma solução pacífica, a curto prazo, para os conflitos que dão origem a esta crise de refugiados.

Especificamente, o movimento Passagem Segura pede a abertura de acessos legais e seguros aos países de destino; acesso diplomático ao asilo em países terceiros e vistos humanitários; cumprimento total dos direitos dos refugiados, proteção adequada para os refugiados em deslocação pela Europa e padrões de acolhimento e asilo adequados à situação, em todos os países da Europa.

Por trás desta iniciativa internacional estão duas organizações civis: uma portuguesa (Coragem Disponível) e uma espanhola (Bienvenidos Refugiados España).
Graças ao incansável esforço de inúmeros voluntários, associações e ONG’s que se encarregaram de levar o movimento às suas áreas de influência, num curto espaço de tempo o movimento cresceu e atingiu o surpreendente número superior a 100 cidades de 27 países.

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