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Ovarense vai abandonar o Pavilhão Raimundo Rodrigues

Augusto Chaves pediu para não haver precipitações

O Parque Desportivo Marques da Silva foi vendido a uma imobiliária do norte do país, a escritura realizou-se no passado dia 5 de Março e a ADO Basquetebol anuncia que vai abandonar o pavilhão e concentrar a sua formação na Arena Dolce Vita.

Na última assembleia geral de sócios, Rui Palavra anunciou a decisão, justificando que “sempre quisemos ser parte da solução e nunca do problema”.

A ADO Basquetebol tinha usufruto autorizado do Pavilhão até Agosto de 2017, mas tudo se alterou em 2019 quando se anunciou que havia um interessado na compra do complexo. Em meados do ano passado, revelou o presidente da direcção do clube, “fomos confrontados com um pedido do administrador de insolvência para abandonar aquelas instalações”. “Reunimos várias vezes com a Câmara Municipal de Ovar e o administrador de insolvência mas agora decidimos sair”, informou.

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De nada valeram tais reuniões, pois a ADO basquetebol acaba de ser accionada judicialmente pelo administrador de insolvência alegadamente para pagar o tempo em que usou o pavilhão sem acordo, ou seja, desde 2017. “O Tribunal pede-nos 30 mil Euros por esse período, mas já estamos a preparar uma contestação ao processo que consideramos sem qualquer fundamento”.

Dirigente histórico do basquetebol vareiro, Augusto Chaves reconheceu que “o céu caiu em cima destes dirigentes do nosso clube”, no entanto, defende que “esta direcção foi eleita e compete-lhe decidir o que fazer e a nós compete ouvir o que têm para nos dizer”.

O valor sentimental do Pavilhão é grande e Augusto Chaves preferiria que a Ovarense não abandonasse a “Caixinha de Fósforos”, como sempre lhe chamou e chama. “Há ali uma grande História e é uma dor de alma ouvir que o vão entregar”. O antigo dirigente considera que ainda há uma possibilidade que deveria ser explorada e que passa pela sua rentabilização, disponibilizando para outras colectividade e actividades. “Não nos precipitemos”, apelou.

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