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Pais protestam contra falta de condições da Escola da Relva

Vão marcar presença na AM

Um grupo de Pais da EB1/JI da Relva, em Esmoriz vai protestar esta noite na Assembleia Municipal de Ovar.

Segundo nota enviada à nossa redacção, assinada por Carino Ferrão, estes pais que se destacam da associação e comissão da escola,dizem que “têm lutado de todas as formas institucionalmente possíveis e aceitáveis para melhorar as condições físicas da escola dos nossos filhos”.

Lamentam que as entidades autárquicas “não pareçam tão sensíveis e diligentes quanto gostaríamos, adiando sucessivamente as promessas com que se comprometeram”.

“Cansados de esperar”, o grupo de pais e encarregados de educação, que nãp vai “elevar a luta”.

Apesar das múltiplas queixas e denúncias, “tarefas tão simples como de manutenção, desinfeção e limpeza do espaço e logradouro/recreio de relva artificial degradada, não se realizam”.

“Então crianças brincavam nos dejetos, após inundação de esgoto, pois não tinham alternativa de espaço ao logradouro/recreio de relva artificial”.

Foi prometida imediata “ação de limpeza e desinfeção” a fim de assegurar salubridade mínima, mas apesar de prometida, a obra no decorrer das férias de verão, os pais lamentam que se “oniciou o ano escolar e nada!”

Tiveram de ser os pais a intervir no estabelecimento de ensino, pois estava “tudo na mesma na escola, só um pouco mais degradado com sinais de abandono pois nem manutenção dos jardins ou arruamentos fora feita”.

Câmara explica

O município, em comunicado, diz ser “conhecedor das patologias associadas ao edifício e também das chamadas de atenção da comunidade escolar, em particular da respetiva Associação de Pais com quem tem mantido diálogo frequente, aberto e transparente”.

A Câmara Municipal de Ovar informa que “está em fase de cabimentação orçamental o projeto de beneficiação/requalificação do ‘espaço recreio’, cujo primeiro concurso ficou deserto por falta de empreiteiro disponível”.

“Tendo-se aumentado o valor do respetivo custo estimado, está previsto o lançamento de novo concurso (que inclui também a Escola do Campo Grande, em Esmoriz), no mês de março”.

“Relativamente às águas residuais, a rede primitiva, considerando a idade do prédio, percorre, efetivamente, espaços interiores do edificado e só num projeto de requalificação global do edifício poderá ser alterada”, explica a Câmara, atribuindo a deposição de águas, que se determinaram efetivamente poder ser residuais, num dos espaços exteriores, no recreio, junto ao muro sul, “que provirá de sistema de captação deficiente no prédio vizinho”, uma “situação que a Câmara está a acompanhar e a tentar resolver”.

A Escola da Relva, Escola do 1º Ciclo com Jardim de Infância, integrada no Agrupamento de Escolas Esmoriz Ovar Norte, que conta neste ano letivo com cerca de 120 alunos, distribuídos pelos quatro primeiros anos do ciclo de ensino e um grupo de Educação Pré-escolar, funciona num edifício (ex-casa residencial), como tal, pelo menos desde 1931. Considerando a centralidade geográfica da sua localização, ao que não será alheio, também a preferência pelo seu corpo docente, com o consequente aumento do número de alunos, a Câmara Municipal de Ovar, ao longo dos anos, foi ampliando as respetivas instalações, dentro do espaço de cerca de 1300 m2, tendo que acomodar, ainda, as dificuldades próprias de um terreno com caraterísticas específicas em termos de cotas. Assim, o edificado presente conjuga o edifício principal (centenário), e outras construções que foram permitindo o aumento de capacidade da escola.
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