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Para os Mão Morta são “Horas de Matar”

Os Mão Morta vão dar “Horas de Matar” no próximo sábado, no Centro de Arte de Ovar.

A sala de visitas da cidade é uma das que acolherá a digressão deste célebre grupo de rock nacional que está a dar a conhecer o seu mais recente álbum: “Em Pelo Meu Relógio São Horas de Matar”.

Lento, pesado e militante, este trabalho, editado no final de maio, congrega pelo menos duas vocações, omnipresentes ao longo da carreira, duradoura e influente, daquela banda de Braga: o realismo duro com que se pinta, a cores escuras, o Portugal contemporâneo, e a catarse a que canções de rock opressivo e selvagem invariavelmente convidam.

Nos concertos da corrente digressão de apresentação do referido álbum pode-se não só conhecer os novos temas dos Mão Morta, mas também a intensidade feroz do seu longo repertório.

Amadurecidos pelos anos – foi há precisamente três décadas que se juntaram – mas nunca domesticados pela convenção, os Mão Morta estão a levar as suas crónicas de desespero e resistência ao país que, para o bem e para o mal, as inspirou. Pelo relógio deles, são horas de matar…

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