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PCP defende reabertura plena dos centros e extensões de saúde, em segurança

O PCP, através de Paulo Pereira, eleito na Assembleia de Freguesia da União de Freguesias, defendeu na última reunião o funcionamento numa base diária não apenas das sedes dos Centros de Saúde, mas também das extensões de Saúde.

De facto a pandemia por COVID19 veio determinar uma série de medidas de contingência que afectaram enormemente a actividade assistencial, quer nos Cuidados de Saúde Primários (Centros de Saúde, UCC), quer nos cuidados hospitalares. No entanto, a pandemia não suspendeu os direitos; apenas obriga a novas soluções para a garantia do direito constitucional à saúde. Assim, é de importância central garantir o acesso à saúde nos moldes preconizados na Constituição, sendo necessário enquadrar a segurança com a qualidade, acessibilidade, a universalidade e a gratuitidade.

Aliás, o PCP apresentou em Setembro passado na Assembleia Municipal uma moção intitulada “Garantir a Acessibilidade e a Segurança no SNS em tempos de pandemia COVID”, aprovada por unanimidade, que defendia, entre outros:

1. Manifestar o seu louvor aos profissionais de saúde, aos médicos, aos enfermeiros, aos técnicos de diagnóstico e terapêutica, aos psicólogos, aos nutricionistas, aos assistentes técnicos, aos auxiliares de acção médica, valorizando e reconhecendo o esforço de todos em orientar e tratar os doentes com e sem COVID 19.
2. Manifestar junto do Ministério da Saúde, da ARS Centro de do ACeS Baixo Vouga:
– A necessidade da reabertura das extensões de saúde encerradas, incluindo a de Maceda (encerrada antes da pandemia);
– A necessidade de contratação de profissionais de saúde, nomeadamente de médicos e enfermeiros de família, psicólogos e terapeutas, por forma a dar resposta às necessidades acrescidas;
– A necessidade de reforçar a capacidade de atendimento telefónico, dado o actual contexto de pandemia que privilegia esta forma de contacto;
– A necessidade de adaptação das instalações à nova realidade, nomeadamente as salas/locais de espera fazendo as necessárias adaptações para que os utentes possam aguardar a consulta em condições de segurança, conforto e dignidade.
– A necessidade de garantir e reforçar, particularmente nos próximos meses, soluções para cuidados ao domicílio em doentes dependentes
– A necessidade de garantir as EPI adequadas aos profissionais para a sua prestação em condições de segurança nos estabelecimentos de saúde, e particularmente nos atendimentos ao domicílio.

No entanto, mais de um ano após o início da pandemia, a acessibilidade dos serviços públicos de saúde foi fortemente afectada, especialmente nas freguesias do concelho servidas por extensões de saúde.

O que podemos observar é que a Extensão de Saúde de Arada ainda se encontra encerrada. É inadmissível que em Abril de 2021, já se tendo identificado a necessidade de obras para garantir o funcionamento em condições de segurança. o governo nada tenha feito neste sentido. Entretanto, a população de Arada espera e desespera pela reabertura, tendo os utentes de se deslocar à vizinha freguesia de Cortegaça para realização de consultas. Situação que, aliás, a população de Maceda já sofre. Não é admissível que as pessoas não tenham direito a consultas na sua freguesia de residência.

O PCP congratula-se com a abertura da extensão de saúde de S. Vicente, mas defende que o funcionamento deverá ter em vista a sua abertura diária (e não apenas 3 vezes por semana), pelo menos num período (manhã ou tarde) conforme anteriormente, e como se propõe, por exemplo, a extensão de saúde do Furadouro. A população de S. Vicente tem os mesmos direitos que a das restantes freguesias.

A adaptação à crise pandémica deve ter como objectivo a prestação de cuidados de saúde plenos, não apenas nas sedes mas também nas extensões de saúde das USF/UCSP. Isto incluiu consultas de rotina, de grupos de risco, de grupos vulneráveis, de consulta de agudos (a chamada “consulta aberta”) numa base diária, salvaguardando circuitos de segurança para utentes e profissionais. Devem ainda ser garantidas condições de segurança para que as consultas domiciliárias aos utentes dependentes/acamados continuem a ser realizadas e em tempo útil.

Respeitar a população e respeitar as freguesias é garantir o acesso de forma igual a todos, não sendo admissível que algumas freguesias permaneçam como o “parente pobre”, obrigando os utentes a uma deslocação que é sempre difícil. O PCP continuará a lutar por isto!

Ovar, 6 de Abril de 2021
A Comissão Concelhia de Ovar do PCP

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