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PCP denuncia alegados “atropelos aos direitos dos trabalhadores na Yazaki”

O PCP denuncia que a Yazaki Saltano, em Ovar, “está a coagir os seus trabalhadores a aceitarem o regime de laboração contínua e ainda o horário concentrado de 12 horas de trabalho diárias”. Esta medida, diz, “indicia a prática de ilegalidade e, como se não bastasse, os trabalhadores denunciam que a proposta de acréscimo à sua remuneração (subsídio de turno), encontra-se fora do intervalo estipulado por lei, quando o seu trabalho é enquadrado como turno permanente (regime de laboração contínua)”.

“O clima de coacção e chantagem é evidente, dado que a empresa apresentou a proposta no dia 16 de Julho e exige uma resposta até ao dia 24 de Julho, afirmando que, com ou sem o acordo dos trabalhadores a empresa pretende implementar esta medida a 1 de Setembro de 2020”, revela nota do partido.

O PCP lembra que a Yazaki Saltano em Ovar acumulou ao longo de décadas dezenas de milhões de euros de lucros graças ao esforço dos seus trabalhadores, “mas também ao abrigo de dezenas de milhões de ajudas públicas nacionais e comunitárias: cedência de terrenos, isenções fiscais, PEDIP, PRIME, Fundo Social Europeu, etc”.

A Yazaki Saltano estabeleceu-se em Ovar em 1986, chegando a empregar mais de 7.000 trabalhadores na década de noventa, anunciando mais tarde, em 2005, o processo de deslocalização e assim reduzir drasticamente o seu contingente de trabalhadores.

O PCP garante que “não deixará de acompanhar esta situação e apela à união dos trabalhadores e à recusa deste regime de laboração e ao atropelo dos seus direitos” e já questionou o governo sobre “estes atropelos exigindo uma resposta rápida”.

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