Política

PCP preocupado com eventual fecho dos balneários do Lamarão

É conhecido de todos que desde há muitos anos o Bairro do lamarão está apetrechado com balneários colectivos, construídos para suprir as necessidades de casa de banho, abastecimento de água e saneamento, de muitas famílias daquele bairro. Hoje, diz o PCP, “tendo deixado de ser um equipamento de primeira necessidade para uma grande parte destes moradores, ainda é um bem essencial e único para alguns deles que não dispõem de água quente em casa”.

Mas não só: actualmente estes balneários servem indivíduos e famílias vindas de paragens um pouco mais distantes, como por exemplo, Carregal, Ponte Nova e Marinha. Servem também alguns elementos da comunidade cigana, imigrantes que se encontram em condições socialmente delicadas, assim como pessoas sem-abrigo.

No entanto, e segundo a informação prestada ao PCP, “o balneário não faz stock de garrafas de gás para aquecimento da água, criando períodos de inactividade deste equipamento quando o gás da garrafa acaba. Num momento em que a Câmara Municipal de Ovar se vangloria da sua disponibilidade financeira, não será certamente pela falta de recursos financeiros, mas de um planeamento desadequado, que importa corrigir”.

Ainda relativamente aos balneários, o PCP acompanha a preocupação dos moradores sobre a possibilidade da Câmara Municipal de Ovar fechar estas instalações. Neste contexto, o seu eleito municipal questionará a Câmara sobre a veracidade desta informação.

Nesta recente visita ao Bairro do Lamarão, uma delegação do PCP detectou, no final da travessa Dr. Cunha, num beco localmente conhecido como “Rua do Poço”, vários moradores “acantonados em casas muito rudimentares, sendo que 6 delas não contam com acesso a saneamento e 4 não contam sequer com água potável canalizada”. Relativamente ao saneamento, “a questão parece prender-se com a quota baixa a que se situam as habitações”.

Neste sentido, o PCP questionará a Câmara sobre que soluções poderão ser encontradas para estas famílias, “uma vez que não é aceitável que estas pessoas, em pleno centro de Ovar, tenham de encontrar soluções alternativas para as suas necessidades”.

A questão da água potável “é igualmente grave uma vez que, segundo os moradores, apenas” não foi construído o ramal de acesso, não parecendo aqui existir obstáculo técnico de maior à sua ligação”.

Relativamente aos arruamentos, designadamente na Rua Dr. Cunha, os passeios estão degradados, diz o PCP, sendo várias as grades das águas pluviais que apresentam sinais de cedência, sendo que algumas destas grades, pela sua dimensão, são periodicamente veículo de maus cheiros.

Aliás, em todo este bairro existe uma enorme indefinição entre as vias pedonais e a via rodoviária. “É hora de repensar numa intervenção integrada que torne as infraestruturas públicas esteticamente mais agradáveis, ordenadas e salubres, em complemento com os objectivos de reabilitação Área de Reabilitação Urbana (ARU) de valorização do nosso património e identidade locais”.

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