A família Alegria e a sua ligação a Ovar

A família Alegria tem mais de 450 anos, sendo oriunda da freguesia de Valmaior, Albergaria-a-Velha, descende de José Ferreira Alegria, nascido em Albergaria a Velha, em 1806, e de sua mulher, Maria de Oliveira Dias, natural de Ovar.
Nessa altura e dada a importância de Oliveira de Azeméis como ponto de passagem das carruagens que faziam ligação entre Porto e Lisboa, o trisavô e família instalaram-se em Oliveira de Azeméis, dedicando-se à arte de ferrador porque era necessário dar apoio e assistências às diligências do serviço de malaposta entre aquelas cidades.
As crises económicas obrigaram a que os cinco varões (eram 12 no total) tivessem emigrado para o Brasil onde fizeram fortuna na indústria de fundição do ferro e cobre, tendo inovado, também, ao nível da maquinaria para a cultura do café e cana-de-açucar.
Vem isto a propósito da apresentação do livro “Memorial da Família Alegria”, da autoria de João Pedro do Amaral Alegria, Iza Luso Barbosa e Manuel António Alegria Garcia de Aguiar, no Museu Júlio Diniz que, que mais do que uma mera listagem de nomes encadeados de geração em geração, é um repositório de biografias contextualizadas na sua época e nos lugares onde decorreram as suas vidas.
Os Alegria foram responsáveis, em grande parte, pelo desenvolvimento destas cidades, pelo que os seus autores procuraram também dignificar a sua História, com vários contributos documentais, alguns inéditos. Pode o leitor também sentir o palpitar da História do Brasil para onde emigraram no século XIX e onde hoje ainda vivem tantos descendentes.
O leitor encontra aqui referência a famílias que se entrelaçaram com os Ferreira Alegria: Pinto Basto, Sá Couto, Silva Guimarães e Soares Martins. Unidas por laços matrimoniais e de amizade, estas famílias mereceram também uma especial atenção devido ao seu indubitável prestígio e relevante papel na região onde desempenharam cargos políticos, nomeadamente, como autarcas.





