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Produtores querem preço mínimo do leite nos 37 cêntimos

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A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep) defende que o preço mínimo do leite pago aos produtores deve subir até aos 37 cêntimos em 2019, aproximando-se do custo de produção, para colmatar as dificuldades do sector.

A associação desafia a indústria a “transformar e a valorizar mais o leite para reduzir importações” e a distribuição a “seguir o exemplo adoptado na França e negociar com a indústria transformadora para assegurar aos produtores um preço mínimo de 37 cêntimos”.

Os produtores querem que o Governo “avalie o resultado da rotulagem da origem do leite para verificar porque não chegou ainda valor acrescentado aos produtores e a bater-se a nível europeu por um mercado responsável que impeça futuras crises de excesso de produção”.

Em causa está o aumento da procura do leite, as ajudas da Política Agrícola Comum (PAC) que não compensam a diferença entre o preço e custo de produção, a perda de produtores e a “falta de visão e falta de ambição” no sector.

A implementação da rotulagem da origem do leite não se traduziu no rendimento dos agricultores, refere a associação, em comunicado. “Sentimos um aumento da procura de leite por parte das grandes superfícies comerciais que procuram garantir o abastecimento regular das suas lojas com leite nacional, respondendo assim à preferência dos consumidores, mas continuámos durante todo o ano com preços abaixo dos custos de produção e da média europeia”, afirmou.

De acordo com os dados do Observatório Europeu do Leite, avançados pela associação, em outubro, o preço médio do leite fixou-se em 31,1 cêntimos por quilo, cinco cêntimos abaixo do preço médio na União Europeia, enquanto o custo de produção mantém-se superior a 37 cêntimos. A Aprolep indicou ainda que, face às dificuldades do setor, os agricultores têm adiado investimentos e não retiram “um salário digno e compensador do trabalho necessário para o cultivo dos campos” e para o cuidado dos animais.

“A cada ano que passa Portugal perde produtores”, acrescentando que, em Agosto, havia 4.578, menos 200 que no período homólogo.

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