Política

PS exige tratamento “justo e equivalente” para todas as freguesias do concelho

 

A Assembleia Municipal de Ovar aprovou, no passado dia 28 de Junho, com os votos contra de todos os deputados da oposição (PS, PCP, BE e CDS-PP), a proposta da Câmara Municipal para a atribuição de apoio financeiro às freguesias.

Justificando o voto contra do PS, a deputada Municipal Ana Rola sublinhou que, “mais uma vez assistimos a um reiterado exercício de prejudicar as freguesias de Arada, Ovar, São João e São Vicente de Pereira, com a atribuição de uma verba de 18.750 por freguesia, quando para as restantes freguesias do Concelho é atribuída uma verba de 50.000 Euros por freguesia”.

Já no ano passado, idêntica proposta merecera o voto contra de toda a oposição, tendo sido proposto que se definisse com clareza os critérios para a atribuição deste apoio, que salvaguardasse a coesão territorial, até porque mesmo entre as freguesias de Cortegaça, Esmoriz, Maceda e Válega, para as quais está previsto um apoio de 50.000 para cada, estamos perante realidades distintas.

“A manutenção de uma proposta que não altera rigorosamente nada, que não procura diminuir esta desigualdade no tratamento das freguesias, não pode colher opinião diferente no ano corrente”, critica o PS, em comunicado. “Não foram sequer demonstrados esforços no sentido de se corrigir esta assimetria nem foi dada qualquer indicação em relação aos critérios que foram considerados na referida distribuição, o que compromete o exercício de fiscalização e análise pelos membros da Assembleia, o que vem robustecer a nossa convicção de que não existem os referidos critérios, que garantam a coesão”.

A deputada socialista Ana Rola deixou claro: “Não somos contra este apoio e muito menos contra o apoio de 50.000 Euros às freguesias contempladas com essa verba. Somos, sim, contra a desigualdade de tratamento – que em última análise e a mais relevante prejudica os munícipes que integram as freguesias de Arada, de Ovar, de São João e de São Vicente de Pereira Toda a oposição lutou por solução diferente, mas a arrogância do executivo, que fez tábua rasa das nossas propostas e das preocupações manifestadas em relação à evidente desigualdade de tratamento, incita-nos a apelar aos munícipes que integram a União de Freguesias que se manifestem em futuras assembleias, na defesa de um tratamento justo e equivalente ao dos munícipes que integram as outras freguesias”.

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