Política

PS questiona queda nos indicadores de desenvolvimento

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O Município de Ovar não fica bem na “fotografia” do “Rating Municipal Português“, um estudo coordenado por Paulo Alexandre Caldas, do Instituto Superior Técnico, ocupando o 73.º lugar a nível nacional, no item do Desenvolvimento Económico e Social.

O mesmo sucede no Portugal City Brand em cujo “Ranking” o Município se posiciona no 78.º lugar. O tema foi abordado pelos eleitos socialistas na última sessão do executivo.

“É óbvio que os rankings e ratings são sempre análises subjectivas e discutíveis, mas todos nós gostaríamos de ver o nosso município dento do grupo que eles consideram ser os melhores municípios para investir, visitar e ou viver, o que não acontece”, comentou Vitor Amaral, vereador socialista do executivo, questionando “porque é que descemos um lugar, quando temos todas as condições, pela qualidade da oferta que temos para os investidores, para os turistas e para quem aqui queira viver”.

Por outro lado, neste último, a avaliação baseia-se muito na procura online por município e, segundo este estudo, “65% dos turistas procuram inspiração sobre o seu próximo destino através de fontes que consultam na internet e 74% planeiam desta forma as suas férias. Mas, também 58% dos investidores consideram que as consultas online são essenciais para analisar o risco do investimento. A avaliação é feita também com base no desempenho da comunicação online de cada município, através do seu website e outras redes sociais, que são “fonte relevante de informação, não só para os munícipes, mas também para os investidores e turistas”.

O vereador da oposição conclui que “falta uma estratégia (pelo menos eu não a conheço, por aqui nunca ter sido apresentada) que defina o público-alvo, de acordo com as suas necessidades (estratégia de gestão da marca Ovar) e que estamos a pagar o preço dum site que, apesar de remodelado, está muito aquém de ter o desempenho desejável e de estar plenamente ao serviço, não apenas da nossa comunidade, mas do mundo, com uma visão mais abrangente e capaz de captar pessoas e empresas, ao que também não é alheio o facto de ainda não termos dado o passo da modernidade, por exemplo, no que respeita ao wi-fi nos diversos pontos públicos e turísticos do município e com uma aplicação digital, etc”.

O presidente da Câmara Municipal não se alargou em comentários aos “rakings”, questionando os métodos utilizados e informando que  já se manifestou junto das entidades responsáveis. Entretanto, a Ordem dos Economistas já se demarcou de “qualquer co-autoria sobre os conteúdos divulgados, que só vinculam os respectivos autores”, o mesmo sucedendo com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Direcção-Geral das Autarquias Locais.

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