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PS: “União de Freguesias prejudicada na distribuição de apoios financeiros”

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O PS de Ovar diz-se surpreendido com a proposta do executivo municipal na qual “é reiterada a discriminação das freguesias que compõe a União das Freguesias relativamente às demais freguesias do concelho”. Em comunicado, os socialistas lamentam que esta seja uma “prática que tem sido seguida pela Câmara Municipal, em diversas decisões, claramente orquestradas com o objectivo de prejudicar a União das Freguesias e os seus mais de 29.000 habitantes”.

De facto, com a proposta aprovada, com os votos contra dos vereadores do Partido Socialista, “quatro freguesias do nosso concelho são apoiadas com uma verba de 50.000 euros, e, sem qualquer justificação que sustente tal diferença, quatro outras freguesias – Arada, Ovar, São João e São Vicente de Pereira – são apoiadas com uma verba de apenas 18.750”.

Já em 2016 o valor global do apoio financeiro atribuído pelo Município às freguesias foi de € 250.000,00, distribuído de forma igualitária pelas 5 freguesias administrativas, considerando a União de Freguesias como uma única freguesia. Tal decisão mereceu a frontal oposição do Partido Socialista pela injusta discriminação que tal distribuição de verbas constituía para as populações de Arada, de Ovar, de São João e de São Vicente de Pereira.
Sérgio Pinho, presidente da concelhia socialista, considera que esta é uma “prática reiterada de afronta à União de Freguesias e aos fregueses das quatro freguesias que a compõem”.

A proposta de apoio financeiro agora aprovada passou para 275.000 (mais 25.000 euros que em 2016, só que, continua Sérgio Pinho, “em 2018, a forma de distribuição voltou a não considerar as oito freguesias do concelho e distribui 200.000 euros por menos de metade do território e menos de metade da população e 75.000 pela maioria do território e da população”.

Classificando de “verdadeira falácia” a justificação de “garantia de maior solidariedade e a coesão territorial”, o desejaria um tratamento igual que, “há cinco anos, este executivo tem negado à população do território da União de Freguesias, por acto deliberado de Salvador Malheiro”.

Apesar de registar “com agrado” o facto de a Câmara Municipal ter decidido apoiar financeiramente as freguesias, e, bem assim, “as afirmações de Salvador Malheiro em sentido favorável à reversão da reforma administrativa levada a cabo em 2013 pelo Governo PSD e à qual sempre nos opusemos, não compreendemos como pode o executivo municipal ter um discurso para a opinião pública e agir de forma contrária”.

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