Política

PSD: Carla Madureira exige “tratamento justo” para professores com horários incompletos

A deputada do PSD Carla Madureira acusou esta sexta-feira o governo de “falhar com os professores e com a escola”, temendo a diminuição de docentes disponíveis para horários reduzidos. Intervindo no plenário da Assembleia da República na discussão de uma petição, a parlamentar social democrata apelou ao tratamento igualitário entre professores.

“Esta é uma matéria da clara esfera de competência do governo. Um governo que continua a falhar com os professores e com a escola. Um governo que investe no facilitismo, mas não investe em obras nas escolas” – vincou Carla Madureira, num debate para discutir uma petição que tem em vista a correcção das declarações mensais de remunerações dos docentes
contratados com horários incompletos.

A deputada aveirense exortou, na ocasião, o governo a corrigir a desigualdade de tratamento com aqueles que são contratados com horários incompletos, sob pena de vir a haver “cada vez menos docentes disponíveis para suprir vagas para horários reduzidos” e “ainda mais alunos sem aulas”.

Para Carla Madureira, “é tempo de o governo assumir o compromisso de garantir um tratamento justo destes profissionais, sanando as incorrecções e as situações de falta de equidade que persistem com os docentes colocados em horário incompleto”, muitas das quais plasmadas na petição em apreciação.

“Apesar de ter havido alguns avanços, o PSD considera que, neste dossiê e nesta petição, haverá matérias que importa trabalhar e aprofundar, no sentido de garantir mais justiça e equidade a estes docentes, de forma a não prejudicar o seu futuro e o acesso, por exemplo, a prestações sociais” – sustentou a deputada do PSD, recordando que o partido, “sensível às
desigualdades a que estes profissionais estavam, e ainda estão sujeitos”, apresentou, na última legislatura, um projeto de resolução recomendando ao governo a contabilização, de forma justa e proporcional, de todos os dias úteis declarados pelos professores.

Numa análise mais alargada sobre o estado da Educação, Carla Madureira enfatizou que “nas escolas, desligam-se equipamentos e há computadores obsoletos, faltam funcionários, fecham-se os portões, sucedem-se as greves e os protestos”, ao mesmo tempo que “o ministro da Educação continua ausente e assobiar para o lado” e “o governo desilude os professores”.

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