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Quando as mãos dão vida… à “Vida”

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Era um dos espectáculos mais esperados do FIMO 2019 e não defraudou expectativas. Pena que duas sessões na Casa da Contacto não tenha levado esta obra a mais público.

Javier Aranda viu o seu “Vida” ser aplaudido de pé nas duas noites porque todos temos duas mãos, mãe e uma cesta de costura. No entanto, só o talento do espanhol consegue criar todo um universo a partir das suas duas mãos que se movem graças a uma técnica muito apurada.

Está tudo nas mãos do marionetista espanhol que transforma as suas próprias mãos em personagens cheios de vida e tal como a vida, nascem, crescem e “voam”, evoluem para um futuro (cheio de humor), convertendo o ciclo de vida num processo contínuo, repleto de surpresas e magia, ou seja, emocionante.

As mãos são masculino, feminino, amor, vida, nascimento, adolescência, crescimento. São voar em liberdade. A simples passagem do tempo conecta-se a uma dramaturgia que sustenta toda as acções, tornando-as credíveis e vivas. Esquecemo-nos que, afinal, são só as mãos, que chegam a trocar olhares cúmplices com o seu criador.

“Vida” combina momentos cheios de ternura com humor, numa relação constante das duas mãos, lembrando-nos que o teatro de marionetas a este nível é muito mais que uma simples diversão para as crianças. “Vida” é um produto feito com rigor e as linguagens de palco são contemporâneas.

Eis alguns instantâneos do certame deste ano. (Fotos: T.L.)

 

 

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