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Quem é o homem que se barricou na rua Abel Salazar

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A cidade de Ovar acordou sexta-feira em sobressalto. A notícia correu depressa: Um homem barricou-se no interior de uma autocaravana, na rua Abel Salazer, depois de ter agredido uma mulher junto ao Dolce Vita, e de se ter posto em fuga. A PSP conseguiu deter o homem, cerca de cinco horas depois.

A mãe do jovem, em declarações à TVI24, mostra-se revoltada por ser “necessário cometer um crime” para que a polícia detenha o filho.

Segundo Ana, o filho tem problemas de saúde mental e deveria estar sob “tratamento compulsivo ambulatório”. Eu podia ter dito que ele estava sobre tratamento compulsivo-ambulatório, esta é a primeira informação essencial”, começa por contar, esclarecendo que “Quando falamos em internamento compulsivo-ambulatório, quer dizer que fica sujeito a uma injecção de 15 em 15 dias e que não se pode ausentar do concelho. Mas isto é muito bonito em termos de papelada.

“O filho já terá, aliás, estado envolvido com a justiça por diversas vezes, mas acaba sempre por ser libertado. Uma situação que revolta a mãe.

“Espero que, de uma vez por todas, o Estado não me obrigue novamente a ter que rastejar a delegados médicos, a pedir mandados de detenção. Há um mês, ele foi detido em Lisboa, presente ao DIAP [e libertado]. É preciso ele cometer um crime para ser detido”, afirmou a mulher entre lágrimas, referindo que por diversas vezes, e para bem do filho e da sociedade, tentou que internassem o filho.

“A ajuda que pedi foi para ele ser internado, para ser encaminhado para uma comunidade terapêutica, mas nada foi feito”, garantiu Ana, acrescentando que a mulher que acompanhava o filho, e que terá sido alvo de violência, “está a mentir”. Tratar-se-á de uma mulher que ele conheceu durante o seu último internamento e que também padece de problemas “psiquiátricos”.

Relativamente ao estado de saúde do filho, que as autoridades garantem não ter sido ferido, a mulher dúvida de que possa ser verdade. “Tenho motivos para não acreditar que ele não esteja ferido. A última vez que me disseram isso encontrei o meu filho espancado”, disse, referindo que depois de ser surpreendida na televisão ao ver a matrícula da caravana do filho, tentou ligar para as autoridades para explicar a doença do filho, mas ninguém quis falar com ela.

Recorde-se que a polícia confirmou que o homem de 28 anos, residente em Faro e que estaria de férias com a mulher, entretanto detido, estava sozinho no interior da caravana na posse de duas armas brancas.

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