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Receitas totais da Bosch crescem 13% em 2018

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A Bosch, fornecedora líder global de tecnologia e serviços, encerrou o ano fiscal de 2018 em Portugal com vendas totais de 1,7 mil milhões de euros, incluindo vendas de empresas não consolidadas e serviços internos a empresas parceiras. Tal corresponde a um aumento de 13% em relação ao ano anterior. No mercado local, a Bosch registou vendas consolidadas de 308 milhões de euros, 28% acima do nível de 2017. “2018 foi mais um ano de sucesso para a Bosch Portugal: crescemos em todos as localizações e alcançamos um recorde de vendas”, afirma Carlos Ribas, representante da Bosch em Portugal. A Bosch reforçou a sua posição como uma das maiores exportadoras do país, com mais de 95% da produção destinada ao mercado internacional. Mais de 50 países em todo o mundo importam soluções produzidas em Aveiro, Braga e Ovar.

“Todos as localizações em Portugal evoluíram positivamente e contribuíram para a consolidação dos nossos negócios no país, tornando Portugal num dos principais países na Europa para o Grupo Bosch”, afirma Javier González Pareja, Presidente do Grupo Bosch em Portugal e Espanha. Carlos Ribas acrescenta: “Com base no primeiro trimestre, esperamos uma evolução comercial estável em Portugal em 2019. Além disso, queremos continuar a crescer ainda mais na área de I&D e expandir as nossas parcerias de inovação com centros de conhecimento e competências em Portugal.”

Em 2018, o Grupo Bosch investiu 111 milhões de euros em Portugal, principalmente nos centros de Investigação e Desenvolvimento (I&D) e na expansão da sua fábrica em Braga, à qual foram adicionados 20.000m2 de área de produção e escritórios no sentido de atender à crescente procura das suas soluções por parte dos vários clientes. A Bosch continuará a investir em Portugal e planeia alocar mais de 80 milhões de euros no país em 2019 para dar continuidade a expansão das instalações em Braga e Ovar.

Com mais de 5.300 colaboradores, a Bosch é um dos maiores empregadores em Portugal. Em 2018, foram criados mais de 850 novos empregos nas mais diversas áreas de actuação da empresa, dos quais 130 são engenheiros nos centros de I&D. Em 2019, a empresa pretende fortalecer ainda mais as suas equipas de I&D com a contratação de cerca de 250 engenheiros.

Negócios em 2018: vendas e ganhos em níveis recorde

“2018 foi um ano bem-sucedido para o Grupo Bosch”, afirmou Stefan Asen-kerschbaumer, CFO e vice-presidente do conselho de administração da Bosch. Assim como em 2017, as vendas e os resultados atingiram um nível muito positivo. A receita de vendas totalizou os 78,5 mil milhões de euros – um valor que foi afectado por efeitos substanciais da taxa de câmbio, de 2,1 mil milhões de euros. Depois de ajustar os efeitos da taxa de câmbio e ignorar os efeitos da consolidação, as vendas cresceram 5%. Nominalmente, cresceram em 2,2%. Os lucros antes de juros e impostos (EBIT) das operações totalizaram 5,5 mil milhões de euros, acima dos 5,3 mil milhões de euros do ano anterior. Apesar dos investimentos consideráveis em áreas promissoras, a margem EBIT das operações aumentou de 6,8% em 2017 para 7,0%.

“Apesar dos desafios económicos, em 2019 continuaremos a investir substancialmente no desenvolvimento de novas tecnolo-gias e áreas de negócios, a fim de garantir a viabilidade futura da empresa”, conclui Asenkerschbaumer. “Da mesma forma, o nosso compromisso de reduzir as emissões de carbono e o respeito efetivo pelo ambiente não é condicionado por questões financeiras de curto prazo, é antes uma visão ao longo prazo.”

Uma visão do Grupo Bosch em 2019: acções ambientais e medidas para melhorar a qualidade do ar

O Grupo Bosch espera que o desenvolvimento económico global seja moderado em 2019. Apesar do ambiente difícil em sectores e regiões que são importantes para a empresa, a Bosch espera que as vendas previstas para 2019 ultrapassem os valores registados em 2018. Independentemente das perspectivas a curto prazo, a empresa está a intensificar esforços para combater as alterações climáticas e melhorar a qualidade do ar. “A alteração climática não é ficção científica; é uma realidade. Se quisermos respeitar o Acordo de Paris, as medidas ambientais precisam de ser encaradas não como acções a longo prazo, mas antes como uma mudança de comportamento no imediato.”, afirmou Volkmar Denner, presidente do conselho de administração da Robert Bosch GmbH, na conferência de imprensa anual em Renningen, Alemanha. “Estamos também comprometidos em respeitar e atender às exigências públicas por uma melhor qualidade do ar nas cidades. Como líder em inovação, queremos fornecer soluções tecnológicas para os problemas ecológicos”.

É por isso que a Bosch está a intensificar esforços, já bem-sucedidos, para reduzir a produção de CO2. “Seremos a primeira grande empresa industrial a atingir a meta ambiciosa de neutralidade de carbono, em pouco mais de um ano”, anunciou Volkmar Denner. “Todos as 400 localizações da Bosch, espalhadas pelo mundo, serão neutras em carbono a partir de 2020.” Em Portugal, as fábricas já atingiram uma redução de 21% das emissões de CO2 desde 2007. A energia verde tem sido utilizada no país desde janeiro de 2019.

Por outro lado, a Bosch pretende também atingir uma meta ambiciosa no que diz respeito à qualidade do ar: “Queremos reduzir a poluição do ar gerada pelo tráfego rodoviário para praticamente zero. Para que isso aconteça, estamos a olhar para lá daquilo que está por baixo do capot do automóvel”, concluiu Volkmar Denner. Neste sentido, as actividades da Bosch estarão alicerçadas em três pilares: o desenvolvimento de tecnologias de baixo consumo de energia, o trabalho conjunto com autoridades municipais em projectos para a gestão do tráfego rodoviário e a implementação de um sistema próprio de gestão de mobilidade nas várias localizações Bosch.

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