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Retomadas dragagens no canal de Ovar da Ria

A sociedade Polis Litoral Ria de Aveiro anunciou hoje que retomou os trabalhos da empreitada de Desassoreamento na Ria de Aveiro, obra suspensa a 18 de março, devido ao Estado de Emergência.

“Os trabalhos estão a decorrer em várias frentes, com a necessária adopção das medidas previstas no Plano de Contingência aprovado para a doença pelo novo coronavírus (Covid-19), salientando-se a execução de dragagens no Canal de Ovar, junto ao Carregal”, refere uma informação da empresa.

No Canal de Ovar, a draga ‘Grou’ encontra-se a operar a norte e terminará na entrada da marina do Carregal. Os sedimentos estão a ser repulsados através de uma tubagem que atravessa a EN327 e que se estende até ao mar, num comprimento de cerca de 3 km. Este canal, após a dragagem, terá uma largura de rasto de 40 e 50 metros e a cota de fundo de -0,5 ZH, implicando que estejam a ser retirados sedimentos, em vários troços, numa profundidade de 2 metros.

Posteriormente, esta draga será deslocada para sul, repulsando os sedimentos para as margens da ria, a nascente, nas imediações das localidades da Marinha e Tijosa, por forma a reforçar as margens e motas de proteção em zonas baixas ameaçadas pelo avanço das águas, contribuindo desta forma para a minimização de riscos, objetivo principal desta intervenção.

Uma segunda draga encontra-se também no acesso do Largo da Coroa ao Cais da Ribeira, em frente ao cais da Tijosa, prevendo-se que os trabalhos se iniciem brevemente, também com repulsão dos dragados para reforço dessas margens, que se encontram bastante ameaçadas pelas cheias.

Está previsto dragar cerca de 1 milhão de m3 de sedimentos nos canais de Ovar até ao Carregal e até Pardilhó, da Murtosa, de Ílhavo (rio Boco), de Mira, no Lago do Paraíso e na Zona Central, numa extensão global de 95 km, cujo objetivo passa pelo reforço de margens e motas em zonas baixas ameaçadas pelo avanço das águas e da deriva litoral, contribuindo desta forma para a minimização de riscos, especialmente de erosão costeira.

Ria de Aveiro

Segundo a Polis, a dragagem no Canal de Mira está a ser efectuada em duas zonas, sendo uma no acesso ao cais dos Pescadores da Costa Nova, com a draga “Cegonha”, e a outra em frente ao Porto de Recreio da Costa Nova, com a draga “Ramaveiro”.

“A draga Cegonha encontra-se a repulsar os sedimentos através de uma tubagem até ao mar, com uma extensão de cerca de 1,5 quilómetros, que atravessa a Avenida José Estevão, a sul da Costa Nova”, refere a empresa, que prevê que a operação, onde serão dragados cerca de 14 mil metros cúbicos, dure cerca de um mês.

Já quanto à draga Ramaveiro, que se encontra a operar em frente ao Porto de Recreio da Costa Nova, repulsará os sedimentos para um terreno a norte, localizado junto à ponte da Barra, e também para o mar.

“Só nesta zona serão retirados cerca de 30 mil metros cúbicos de sedimentos, prevendo-se que esta operação fique concluída até junho”, adianta a Polis, esclarecendo que as duas dragas “encontram-se a dragar à maré”.

Segundo aquela entidade, a draga a norte opera na vazante e a draga sul na enchente, “de forma a minimizar a suspensão de sedimentos e seu eventual transporte até às aquiculturas de bivalves existentes nas proximidades”.

“Posteriormente serão colocadas cortinas turbidez, para controlar a dispersão de partículas sólidas e sedimentos em suspensão junto às explorações de bivalves, permitindo que as dragas operem durante mais tempo”, avança uma nota de imprensa da Polis.

Essas medidas foram uma exigência da Declaração de Impacte Ambiental a Polis refere que foram previamente discutidas com as entidades competentes e com os exploradores de bivalves.

A empreitada de desassoreamento na Ria de Aveiro está em curso desde 23 de abril de 2019, tendo sido adjudicada pela Polis Litoral — Ria de Aveiro ao Consórcio “ETERMAR/MMAS/ROHDE NIELSEN”, pelo valor de 17,5 milhões de euros, acrescido de IVA.

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