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Ria precisa recuperar navegabilidade – Salvador Malheiro

A importancia de dotar o canal da Ria de Ovar com condições de navegabilidade, recordando a necessidade de uma operação de dragagem, a importância de intervir no Cais do Puxadouro, em Válega, e na Barrinha de Esmoriz, foram mensagens deixadas pelo presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, esta manhã.

Falando na inauguração das intervenções no âmbito do “Reordenamento e Qualificação da Frente Lagunar de Ovar”, o edil disse ainda que as populações do norte do concelho estão fartas de ouvir falar no desassoreamento e despoluição da Barrinha de Esmoriz. “Desde helicópteros a Gabinetes de Estudos já houve de tudo”, recordou o autarca ovarense, mas obra é que ainda não se viu.

Coisa que também não viu foi lampreias na Barrinha de Esmoriz. O presidente da CIRA, Ribau Esteves, confirmou a notícia avançada pelo Ovarnews: “Não é anedota, é mesmo verdade, fomos obrigados a fazer um estudo para averiguar da existência de lampreias na Barrinha de Esmoriz”.

O responsável lamentou tais exigências “absurdas”, ainda por cima, no final de um Quadro Comunitário de Apoio e em que as verbas destinadas a salvar o ecossistema esmorizense têm prazo para ser aplicadas. “É claro que o estudo deu o resultado que todos sabíamos: não há lampreias na Barrinha”, gracejou Ribau Esteves.

Os trabalhos inaugurados este sábado permitiram recuperar e beneficiar o Cais da Azurreira, o Cais do Carregal, a Praia do Areinho, o Cais da Ribeira e a Foz do Rio Cáster. As obras consistiram sobretudo na reposição e alteamento de muralhas para minimizar o risco de cheias, dado o aumento da amplitude das marés, e inserem-se nos objetivos do Polis da Ria de Aveiro, assumidos em parceria pelo Governo e pela Comunidade Intermunicipal e os Municípios da Região de Aveiro (CIRA), com recurso a financiamento dos fundos comunitários.

Outro dos objetivos das intervenções foi o de dotar as frentes lagunares de condições de vivência e usufruto pela população, quer facilitando as atividades económicas como a agricultura nos campos marginais, quer a pesca, permitindo “uma ligação de qualidade” com o espaço Ria. A empreitada de Reordenamento e Qualificação da Frente Lagunar de Ovar, em Azurreira, desenvolveu-se ao longo de cerca de 18 mil metros quadrados, representando um investimento superior a 331 mil euros.

No Cais da Azurreira foram reabilitadas as infraestruturas existentes e estabilizadas as margens, com o alteamento das cotas e feita a limpeza e eliminação de espécies infestantes, sendo plantada vegetação autóctone. No âmbito da mesma empreitada foi feita a recuperação dos muros de alvenaria do Cais do Carregal.

A empreitada de reordenamento qualificação da Frente Lagunar de Ovar na Praia do Areinho, Cais da Ribeira e Foz do Cáster decorreu numa extensão de cerca de 24 mil metros quadrados e ascendeu a meio milhão de euros. A reabilitação de zonas lagunares degradadas – implantadas em zonas baixas, ameaçadas pelas cheias e sob influência das marés – teve no Cais da Ribeira uma das obras mais destacadas, com o alteamento das cotas das margens e áreas envolventes, além da recuperação de infraestruturas.

Na Praia do Areinho os trabalhos incluíram um cais de atracagem para pequenas embarcações e o tratamento paisagístico e ambiental da área, com a limpeza e eliminação de espécies infestantes e plantação de vegetação nativa. Na foz do rio Cáster foi requalificado o caminho agrícola contíguo e melhoradas as travessias de acesso aos terrenos agrícolas, além do tratamento e substituição da vegetação.

O Polis da Ria de Aveiro, além do investimento em estudos e projetos, já executou ou tem em execução obras adjudicadas por cerca de 13,8 milhões de euros.

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