Política

Rui Rio visita zona costeira entre Maceda e Furadouro

O presidente do PSD esteve hoje na costa ovarense de visita à zona costeira entre Maceda e Furadouro, onde observou os efeitos do avanço do mar e consequências ambientais.

Se nada for feito, diz o presidente do PSD, as deslocações podem chegar aos milhares. “Já levou um campo de futebol”, que estava onde hoje está a rebentação do mar num dia de mar calmo e de maré baixa, as dunas desapareceram por completo e, no inverno, nas zonas habitacionais, a água do mar entra nas casas e estabelecimentos comerciais

O dirigente lembrou que a Assembleia da República vai debater na próxima quinta-feira a lei de bases do clima, proposta pelos sociais-democratas.

Na mesma ocasião, comentou a polémica em torno da ministra da Justiça, considerando hoje Francisca Van Dunem não tem condições para se manter como ministra da Justiça, afirmando que, se fosse num Governo por si liderado, já teria saído.

Rui Rio passeou pela marginal do Furadouro, fez perguntas e concluiu: “No caso de Maceda, atingirá uma lixeira desativada e, no caso de Cortegaça, atingirá um parque de campismo, que há 10 anos estava a 400 metros da linha da costa e que agora está em cima da linha de rebentação.”

Por isso, considera o líder do PSD, Portugal precisa de uma lei de bases do clima, pois “dá orientação daquilo que Portugal deve fazer em termos de produção legislativa, sendo fundamental para o futuro e até para passarmos do discurso bonito do ambiente, e que é bom que se comece a fazer, para uma prática mais atuante nesta matéria”, acrescenta.

No caso concreto de Ovar, as obras de engenharia propostas pela câmara atenuam o impacto durante algum tempo, mas a visão em relação ao clima e ao ambiente, diz Rui Rio, tem de ser mais geral, como a redução drástica das emissões de carbono.

“Se fosse ministra de um Governo meu, neste momento, ou se demitia ou tinha de ser demitida. Para mim, isso é claro. Mas temos um Governo do dr. António Costa e portanto compete ao dr. António Costa decidir se demite ou não demite”, disse Rui Rio, afirmando que “é a dignidade do Estado que está em causa”.

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