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Azeméis inicia classificação dos sítios arqueológicos de Monte Calbo e Castro de Ul

O Instituto Património Cultural deu início ao processo de classificação do Monte Calbo e do Castro de Ul, que, como referiu esta segunda-feira a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, são sítios arqueológicos a merecer mais estudo.

O início dos dois processos de classificação foi formalizado em Diário da República na semana passada e visa garantir uma área de proteção de 50 metros em torno de cada um desses sítios arqueológicos do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto – o primeiro dos quais na freguesia de Cesar e o segundo na de Santiago de Riba Ul.

Começando pelo caso do Monte Calbo, só recentemente se percebeu que esse alto da serra do Pinheiro terá acolhido um povoado no período do Bronze Final, na transição do segundo para o primeiro milénio a.C.. O povoado seria delimitado por uma estrutura tipo muralha em pedra, que não foi ainda escavada.

No que se refere ao Castro de Ul, está situado num local razoavelmente conservado, embora tenha algumas zonas afetadas por trabalhos agrícolas e de silvicultura realizados ao longo do tempo, ao que se junta alguma afetação devido à construção de habitações numa das encostas do cabeço.

Localizado num pequeno monte com cota máxima de 105 metros, na confluência dos rios Antuã e Ul, o Castro de Ul não possui o domínio da paisagem que é característico dos povoados castrejos fortificados da Idade do Ferro, mas apresenta vertentes relativamente íngremes que lhe garantem uma boa defensabilidade natural.

Ainda assim, os vestígios identificados no sítio – que terá tido uma ocupação mais alargada no tempo, “desde o primeiro milénio a.C. até ao século V d.C.” – revelam sinais de edificado defensivo: “As escavações realizadas até à data têm deixado à vista um conjunto de estruturas em pedra associadas a um troço de muralha com uma porta”.

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