
É com indignação, constrangimento e um misto de revolta e desilusão que partilho o seguinte:
Dia 14 de dezembro (fez ontem 3 semanas), ao fazer uma caminhada na Avenida do Emigrante no sentido Furadouro – Ovar, no passeio do lado sul, ao chegar à Rotunda do Carregal, o chão cedeu quando pousei o pé, tendo provocado a minha queda.
Na queda, enterrei a perna até ao joelho, tendo sofrido consequências físicas e materiais. Quem me acompanhava, calcou à volta e percebeu que o chão estava a ceder e que mais à frente já havia mais dois buracos.
Várias pessoas que se aperceberam pararam os seus carros e sugeriram que se chamasse a PSP e os BVO para participar o sucedido e dar o devido encaminhamento. Como um casal gentilmente me trouxe a casa, optei por não comunicar a essas instituições.
Contudo, no próprio dia, enviei mail para o gabinete da presidência da Câmara Municipal de Ovar (CMO) a comunicar o sucedido, com anexo de fotografias. Solicitei ainda que o local fosse urgentemente sinalizado para que mais nenhum munícipe lá voltasse a cair.
Quatro dias depois sem qualquer resposta nem sinalização do perigo, liguei para a CMO, extensão da Proteção Civil e fui atendida por um senhor da Divisão do Ambiente. Expliquei a situação e o mesmo alegou que não poderia fazer mais nada pois o processo estava em curso.
Alertei para o perigo eminente e disse que iria reclamar presencialmente. O discurso mudou ligeiramente e pediu-me o NIF bem com o contacto e afirmou que iria dar prioridade ao processo e que me contactariam.
É lamentável que decorrido este tempo não tenham agido em conformidade, continuo à espera do contacto, mas mais grave é que tenham demorado a sinalizar e/ou resolver o problema, tendo sujeitado quem por ali passasse a sofrer um acidente.
“Felizmente” ao fim de sensivelmente dez dias taparam os buracos…
Helena Silva (Ovar)





