Cultura

Seis mil visitantes no primeiro ano do Museu da Comur

A assinalar o primeiro ano de abertura ao público, a Comur – Museu Municipal da Murtosa recebeu a visita de mais de seis mil pessoas. A data festiva e o número de visitantes estão a ser celebrados com diversas acções. Na passada sexta-feira, foi a vez da conferência “Conservar a História – Mar, Museus e Gastronomia”, numa sessão que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Murtosa, Joaquim Baptista, que evocou as seis mil pessoas que por passaram pelo neste espaço de tempo, vincando que “o mais interessante é que muitas delas vieram cá sem terem qualquer tipo de conhecimento prévio sobre a Murtosa, o que faz deste um balanço francamente positivo”. 

Este resultado demonstra que “o trabalho deste museu e o serviço que ele presta à comunidade, do ponto de vista da promoção territorial, é de louvar”, considerou o edil, justificando que “esta conferência que é, acima de tudo, uma partilha de um conjunto de profissionais que procura, cada um no seu espaço, levar a efeito um objectivo comum”.
Joaquim Baptista considerou “muito interessante” o caso da Conserveira de Lisboa, para verificar a “dimensão económica associada ao valor do património e da história conserveira portuguesa”. Na sua óptica, “é sempre importante estabelecer esta ponte completa, porventura, para não olharmos apenas para este tipo de projectos numa perspectiva exclusivamente saudosista, como se houvesse apenas uma dimensão emocional e não se pudesse associar-lhe uma outra mais objectiva e pragmática do valor, também económico que estes equipamentos igualmente representam”.
O Município da Murtosa aposta neste espaço, para que seja, “além de museológico, também um espaço cultural onde os amigos da Murtosa e os que a pretendem conhecer, se encontram”. Mais do que salvauguardar uma memória muito ligada à Ria, é importante utilizar essa memória para fazer futuro”, defendendo o autarca que tal deve ser feito “sob o ponto de vista da diferenciação positiva e, assim, gerar atractividade a um território que, sendo de litoral não deixa de sofrer de alguns problemas associados à interioridade, pois não é um território de passagem”. “Aqui ninguém passa se não fizer essa opção”, lembrando que “se o fazem é para vivenciar uma experiência que não encontram noutro lado qualquer”.
Na conferência, Paulo Celso Monteiro, da Glorybox, lembrou o processo de “construção” da estrutura museológica, que trouxe grande alegria “aqueles que durante 40 anos aqui trabalharam todos os dias”. “Eram tempos completamente diferentes e difíceis, mas estas pessoas têm orgulho desse passado”, acrescentou.

O responsável pelos conteúdos disponíveis no museu, revelou que “nós também queremos vender o nosso peixe”, embora querendo com isto dizer que o objectivo é passar uma mensagem de conhecimento que seja interessante e apreendida. Mas no caso da Comur, havia um produto associado que era de excelente qualidade e “isso possibilitou criar um projecto de excelência”. Assim, “tivemos a sorte de ter em mãos um projecto que já previa a instalação de GastroLab e isso possibilita que as pessoas possam ir ao museu e o possam provar”, naquilo que considerou “um discurso museológico de nova geração”.

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