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“Senhora da Graça” partido aos pedaços

O estado de degradação a que chegou a embarcação transformada em monumento à Arte Xávega e colocada na rotunda norte da praia do Furadouro chegou a um ponto sem retorno. O barco da companha Senhora da Graça, propriedade da Câmara Municipal de Ovar, desde 1981, tem uma proa partida e tombada.

O presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, está a par do estado em que se encontra o barco que chegou a representar a região na Expo’98, em Lisboa. Em Setembro passado, admitiu que o barco “não está em condições, mas estamos a analisar a situação e vamos, com certeza, recuperar o Senhora da Graça”.

Nos seus planos estava uma candidatura ao programa de Desenvolvimento Local de Base Comunitária Costeira (DLBC) da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), no âmbito do Portugal 2020, mas o barco não aguentou e um eventual acto de malvadez pode ter apressado a sua destruição. O edil já mandou retirar o que resta da embarcação, assegurando que a Câmara Municipal vai continuar a utilizar a rotunda para homenagear a Arte Xávega com algo que “muito orgulhará a comunidade piscatória local”.

Recorde-se que a embarcação foi oferecida à Edilidade em 1998, pelo proprietário da companha “Senhora da Graça”, o arrais António Soares Maganinho, com o objectivo de representar a região na Expo’98.

Posteriormente, foi recuperado nas oficinas da Associação dos Amigos do Barco Moliceiro, na Murtosa, tendo sido colocado na rotunda norte do Furadouro, em 2002, como forma de homenagear a Arte Xávega que ainda se praticava em muitas praias da região. Em 2004, este barco foi abalroado por um automóvel tendo sido submetido a novos trabalhos de recuperação pela mesma associação.

Sensivelmente cinco anos depois, a embarcação recebeu novos procedimentos para obras de consolidação, desta vez na Cenário – Centro Náutico da Ria de Ovar.

(Actualizada às 19h15)

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