Política

Socialistas questionam transporte escolar

Sendo da competência da Câmara as questões relacionadas com a mobilidade e com o serviço público de transportes de passageiros de abrangência municipal, delegadas na CIRA (Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro), os vereadores do PS no Executivo defendem que “deveria esta entidade ter desenvolvido todas as diligências para, como previsto, ter o procedimento concluído antes do mês de setembro, entenda-se a tempo do início do ano letivo 2020/2021”.

Pelo que informação facultada no “Plano de Transportes Escolares” para este próximo ano lectivo, “o suprarreferido procedimento não está concluído, ficando este município, passo a expressão, mais uma vez refém da rede de transportes públicos existentes, supostamente adaptada aos horários escolares”, alude Fátima Bento que estranhou que o assunto renha ido à reunião de Câmara do dia 17 de setembro de 2020, “último dia para o início oficial do ano escolar, , quando na “vida real” as atividades escolares já se iniciaram”.

“Como vem sendo hábito por estes tempos, o contexto o COVID-19 continua a justificar toda a morosidade no desenvolvimento de procedimentos absolutamente estratégicos para o funcionamento da comunidade e neste caso em particular, numa área especialmente sensível, que é o transporte adequado das nossas crianças e jovens de e para as escolas que irão frequentar.”

A eleita do PS sugere que “o tratamento tardio destas questões quer directamente, quer através de delegação de competências devia deixar este executivo no mínimo envergonhado, muito especialmente quando existem crianças e jovens, cujas condições familiares não lhes permite ter meios próprios de deslocação e se vêm “obrigadas” a vir a pé, por exemplo, do Furadouro para a Zona Escolar (Ovar), para poderem participar nas primeiras atividades lectivas”.

Não é digno de uma entidade que, em tempo útil, deveria diligenciar no sentido de cuidar das gerações futuras, assegurando todas as condições necessárias para suportar o arranque de um ano letivo que, face a todo o contexto, se perspetiva, no mínimo, desafiante”.

O presidente da Edilidade, Salvador Malheiro, explicou que os técnicos da CIRA estão com grandes dificuldades em fazer interessar as transportadoras por este tipo de carreiras e que “as condições não são tão simples nem triviais como afirma a senhora vereadora, pois as empresas de transporte passam por grandes dificuldades”. A vereadora Ana Cunha garantiu que “existe um forte empenho da divisão da Educação”, e (…)”que os horários não saíram a tempo, nomeadamente no Agrupamento Ovar Norte”.
Segundo ela, “o Conselho Municipal de Educação reuniu condições para que as transportadoras façam o serviço, e definiu o tipo de euipamento a utilizar”.

Os socialistas lamentam que, “em substância, não responderam concretamente, pois é tudo demasiado difícil para ser entendível pelos vereadores da oposição”.

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