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Sportinguistas de Esmoriz vendem cachecóis “Eu Sou Escumalha”

Chama-se Associação Leais ao Visconde, tem sede em Esmoriz e foi constituída a 1 de março de 2019 com o seguinte fim: “Promover a cooperação e o debate de ideias entre adeptos, simpatizantes e sócios do clube que se revejam no ideal preconizado pelo Visconde de Alvalade – Tão grande quanto os maiores da Europa – fortalecendo assim o espírito leonino e ajudando a elevar o nome da Centenária Instituição Desportiva Sporting Clube de Portugal”.

Foi esta associação que no dia 10 de janeiro de 2020 deu entrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) com o registo da marca “Eu Sou Escumalha” dentro da categoria “Cachecóis”.

A mesma associação já tinha registado há um ano a marca “A Culpa é do Bruno”, que estampou também em cachecóis e vende a 7 Euros.

A referência à escumalha não é por acaso e deduz-se que seja um gesto de oposição a Frederico Varandas. No dia 8 de janeiro (dois dias antes do registo da marca), o presidente do Sporting reuniu-se com o Governo e à saída disse aos jornalistas: “Não podemos pactuar com escumalha que faz incitação à violência, com escumalha que imita sons de um very light para lembrar um homicídio ou que atira tochas para o relvado. Esta escumalha não pode ter espaço no desporto português”.

“O que eu não posso permitir, e que para mim é inqualificável, é haver grupos em Alvalade que não festejam um golo, que criam instabilidade à sua equipa de futebol. Isto é apoiar? Uma claque existe por amor a um clube e para apoiar, sem pedir nada em troca”, realçou Frederico Varandas.

Esta associação tem como presidente da direcção Soraya Antunes Galé Proença de Amorim, uma técnica de vendas de 38 anos, que já tinha estado em em 2019 na Assembleia da República como um dos “subscritores da Petição n.º 558/XIII/4.ª – Solicitam alterações legislativas, designadamente em matéria de imparcialidade e independência dos magistrados judiciais, na sequência de recentes acontecimentos em clube de futebol português”. Soraya de Amorim aparecia também em 2019 como porta-voz do movimento Salvar o Sporting.

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