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Sindicato exige medidas para os pescadores da Torreira

Os pescadores da zona da Torreira depois de serem obrigados a parar devido à
pandemia Covid-19, vêem-se agora confrontados com as incertezas no seu dia-a-dia
pela restrição devido ao aparecimento de toxinas, tendo sido impedidos de trabalhar
vários dias.

Esta é uma questão quase diária, o que por si só exigiria um aprofundar das causas
que conduzem a esta situação, mas, recentemente, os pescadores estão a ser
confrontados com a devolução de algumas espécies de pescado, pois só depois da
sua venda em lota é que foram informados da interdição da apanha dessa espécie.
O atraso na informação, que por si não é esclarecedora, coloca aos pescadores
incertezas constantes.

Por outro lado, mesmo sido impedidos de trabalhar, os pescadores estão confrontados
com a falta de apoios, pois sendo só uma espécie interdita não poderão recorrer aos
apoios que só podem ser accionados se a interdição for total.

Por estas questões, o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte (STPN) pediu com carácter de urgência uma reunião ao Ministro do Mar para que a seguintes questões sejam cabalmente esclarecidas e resolvidas, na qual exigirá “que a informação aos Pescadores seja mais esclarecedora, contendo a informação pelo qual serão impedidos de trabalhar; Que se desenvolva os meios necessários para que a informação seja mais célere; Definição da responsabilidade pelo pagamento do pescado quando ocorre situações como as descritas anteriormente e que sejam tomadas medidas que que os pescadores possam recorrer aos apoios”.

O STPN apela à união de todos os pescadores para a defesa dos seus interesses e compromete-se a desenvolver todos os esforços junto de outras entidades no sentido de ultrapassar esta situação.

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