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TGV vai obrigar a demolir dezenas de casas no concelho de Ovar

Serão demolidas pelo menos 20 casas no concelho de Ovar para permitir a passagem do comboio de alta velocidade. No Traçado A, contam-se 20, e no Traçado B prevê-se que sejam 42 casas ameaçadas.
No total, no primeiro troço de obra do TGV até Soure, mais de uma centena de casas irá abaixo.
São estas as contas da Infraestruturas de Portugal (IP) para o traçado que considera ser mais favorável à construção da ligação de alta velocidade e oferecer uma viagem entre o Porto e Lisboa, depois de 2030, em uma hora e 15 minutos, com preços médios de bilhetes a rondar os 25 euros. Cada comboio levará entre 500 e mil passageiros.
Estes são esclarecimentos da própria IP, numa sessão promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente, dados no Centro de Arte de Ovar, na última semana.
Bruno Oliveira, presidente da União de Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira diz que a referida linha passa “quase sempre em pinhal” pelas suas freguesias, muito embora haja moradores a considerar que em Arada (na fronteira com Espargo, Feira), “o traçado é particularmente dramático”. Seja como for, os serviços descentralizados da UFO ainda só receberam um morador preocupado com o projecto que lhe pode vir a afetar a casa.
A Câmara de Santa Maria da Feira, por seu lado, já se manifestou contra o traçado considerado preferencial pela Infraestruturas de Portugal para a nova linha ferroviária de alta velocidade.
O Executivo diz que, a concretizar-se a escolha do traçado A, ficam em causa três investimentos estrangeiros que ascendem a 100 milhões de euros e mais de mil postos de trabalho qualificado.

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