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Trabalhadores da CaetanoBus e Aeronautic rejeitam banco de horas em referendo

Os trabalhadores da CaetanoBus e da Caetano Aeronautic, ambas do grupo Salvador Caetano, recusaram o banco de horas em referendo. Note-se que para ser aprovado o “sim” proposto pela administração, precisava de obter por mais de 65% dos votos dos trabalhadores.

Na campanha, os sindicatos SITE Norte e SITE Centro-Norte realizaram plenários de trabalhadores nas empresas e apelaram ao voto não no referendo.

Os dois sindicatos afirmaram que o banco de horas prejudicaria os trabalhadores, obrigando-os a trabalhar mais sem receber mais e sublinharam que desregularia a vida social e familiar dos trabalhadores e o trabalho extraordinário deixaria de ser pago como tal.

Com o banco de horas, “passariam a vigorar horários de trabalho superiores a oito horas diárias, podendo ir até às 50 horas semanais, e ficaria em causa a liberdade do trabalhador, que deixava de mandar no seu tempo (fora das 40 horas semanais)”, assinalaram ainda as estruturas representantes dos trabalhadores.

Em nota subscrita pelos dois sindicatos, divulgada pela Fiequimetal, é realçado que a “firmeza dos trabalhadores” das duas empresas impediu a aplicação do banco de horas nestas empresas, “apesar de as administrações terem recorrido ao expediente do referendo, introduzido em 2019 no Código do Trabalho e que o actual Presidente da Republica, recorde-se, promulgou”.

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