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Tribunal homologa plano de revitalização para a Lusotufo

O Juízo do Comércio de Aveiro homologou o plano de recuperação da Lusotufo, apresentado no âmbito do Processo Especial de Revitalização (PER) para o grupo de Ovar líder ibérico no setor dos pavimentos têxteis.

O plano, que tinha sido aprovado por cerca de 81% dos créditos reconhecidos, prevê o pagamento da dívida da empresa até 2030.

Um total de 642 credores reclamavam em tribunal cerca de 55,1 milhões de euros, 37 milhões dos quais referentes a empréstimos à banca. Entre os maiores credores estão o BES (11,9 milhões de euros), o BCP (9,1 milhões de euros) e o BPI (4,2 milhões de euros).

Da lista constam ainda outras empresas do grupo, com 6,2 milhões de euros, a Segurança Social, que reclama 974 mil euros, e o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), com 240 mil euros.

De acordo com o plano aprovado, a expectativa de ressarcimento dos créditos reconhecidos é de 79,13%, contra 24,7%, face a uma eventual liquidação do grupo.

A Lusotufo, que atualmente emprega cerca de 250 trabalhadores, iniciou a sua atividade em Cortegaça, Ovar, há mais de 75 anos, na cordoaria manual.

A quebra de consumo nos principais mercados (Portugal, Reino Unido e Espanha) resultou numa abrupta diminuição da atividade da empresa e levou à desativação das filiais em Espanha e em Inglaterra.

A administração da empresa tem como objetivo tentar retomar os anteriores níveis de faturação para o Reino Unido, onde se verificou a maior quebra do volume de negócios nos últimos anos, e enfatizar outros mercados nos quais já se encontra presente, estimando um crescimento médio anual de 15%, entre 2014 e 2016.

A curto prazo, está prevista a injeção de novos recursos financeiros na sociedade até ao valor de 3,6 milhões de euros, por via de suprimentos de sócios convertidos em capital e por via de novos financiamentos bancários para superar as atuais dificuldades.

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