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Uma floresta de Cravos que atraíu todas as atenções

“Não pode ficar para sempre?”, perguntava uma criança ao pai, enquanto este fazia mira para marcar o momento. “Penso que não, filho”, respondeu, timidamente, para não quebrar a magia de um 25 de Abril vermelho e verde, entre a Câmara Municipal de Ovar e a sede de sempre do PCP.

Em Ovar, o 40.º aniversário da Revolução dos Cravos deu na rua e abriu em flor. Mas não foi um Abril qualquer, foi uma floresta de cravos gigantes. Houve sessão solene – com pompa que há muito não se via, e houve discursos mas serão os cravos os lembrados.

Não houve ninguém ali a passar que ficasse indiferente. E foi vê-los adultos e crianças, em poses e em sorrisos, de saltos altos e de sapatilhas, com a capela de Santo de António, a sapataria ou os Paços do Concelho de fundo. Mas era sempre os cravos.

Deu na rua e abriu em flor. Houve pinturas no Neptuno, mas à hora marcada, o Marquês de Pombal esperava pelo artista. Mas o dia era de cravos.

Só foi pena o tempo não ter permitido a sessão ali mesmo. Ao lado dos cravos. E enquanto os cravos aguentavam, estóicos, o vento, no Centro de Arte, para onde a sessão foi transferida, o presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, reiterava a sua vontade de “fazer melhor”. Em Ovar, acrescentou, “Abril estará sempre presente. Pelo menos enquanto nós cá estivermos. E estaremos cá sempre que vocês quiserem”. Foi Abril em Ovar.

O vereador da Cultura da Câmara Municipal de Ovar, Alexandre Rosas, explicou que “a ideia surgiu quando se começou a pensar numa iniciativa que assinalasse a efeméride”. Partindo de uma experiência pessoal bem sucedida e da sua ligação aos
criativos do Carnaval de Ovar, o autarca contactou o grupo carnavalesco “Hippies” que aceitaram a encomenda de construir 40 cravos em esponja.

Alexandre Rosas realça a qualidade do trabalho desenvolvido e a importância de que se reveste a promoção do trabalho do associativismo, e dos artistas e criativos do concelho. “Desta vez, criaram-se condições para a construção de uma escultura ou
de uma instalação na Praça da República que auxiliou a trazer pessoas para a rua e animou o centro da cidade e a economia local”.
“Em Ovar, a data não era assinalada com nada de especial nos últimos anos, pelo que pensamos que podia fazer algo”.

A “floresta” de cravos atraíu todas as atenções e causou muito impacto e a ideia é, segundo Rosas, fazer mais eventos do género na cidade.

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