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Válega: Um milhão para recuperar escola-museu

 

A Câmara de Ovar está a recuperar o Museu Escolar Oliveira Lopes, que, actualmente inactivo, funcionou como escola de 1910 a 2014, acolhia espólio museológico desde 1996 e voltará a servir a população de Válega no próximo ano.

O presidente da autarquia, Salvador Malheiro, adianta que o investimento para o efeito ultrapassa o milhão de euros e será integralmente suportado pela Câmara, de forma a transformar o imóvel num espaço multiúsos que continue a cumprir a sua missão educacional e cultural.

“Praticamente toda a população de Válega passou por esta escola e todos na freguesia sentem um grande carinho por ela”, declarou Salvador Malheiro ma consignação da obra desta terça-feira. “É por isso que a recuperação deste edifício é uma das obras mais importantes do nosso mandato e, juntamente com outros investimentos que estamos a fazer na freguesia, vem finalmente reconhecer a Válega o valor que ela tem”, acrescentou.

Construída nas vésperas da implantação da República sob o patrocínio de dois irmãos emigrantes que eram naturais da freguesia e haviam enriquecido no exterior, a Escola Primária Oliveira Lopes entrou em funcionamento com o que fonte da autarquia descreve como “tudo o que havia de melhor na época para a instrução infantil”.

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Foram esses objectos que, em 1996, passaram a constituir o espólio do então inaugurado Museu Escolar Oliveira Lopes, juntamente com documentos e outros materiais recolhidos por Joaquim de Almeida Pinho, que leccionou nesse estabelecimento de ensino durante mais de 30 anos.

Até 2014, escola e museu funcionaram em simultâneo, mas, nessa data, tanto esse edifício como o jardim-de-infância do Cadaval encerraram devido à entrada em funcionamento do novo Centro Escolar da Regedoura, que assim passou a acolher os 275 alunos anteriormente inscritos nesses dois estabelecimentos de ensino.

Agora, a Câmara Municipal de Ovar propõe-se aplicar 900.000 euros na “recuperação física integral” do Museu Escolar Oliveira Lopes e empregar ainda mais de 100.000 para o apetrechar com os equipamentos necessários à actividade a desenvolver futuramente no local. A empreitada foi terça-feira consignada à empresa Binómio Elevado e prevê “a reformulação do edifício existente, dotando-o de novas valências”.

Entre essas destacam-se três: uma secção dedicada ao ensino, integrando biblioteca, serviço educativo, uma sede da Universidade Sénior e uma sala de indústrias criativas; outra de museologia, com salas de arquivo, um centro de documentação, áreas de reserva e gabinetes técnicos; e uma terceira destinada a apoiar as colectividades locais, com uma sala de reuniões e um espaço que tanto poderá receber ensaios de teatro, dança e música, como acolher exposições e workshops.

Auditório e cafetaria também estão previstos no projecto, cujo prazo de execução é de 365 dias.

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