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Vareiros obrigados a irem a repartições públicas na Murtosa

Depois de Pandemia, os serviços públicos nunca mais funcionaram como deve ser. O alerta partiu de Manuel Reis, deputado do PSD eleito na Assembleia Municipal. “Nas Finanças e nas Conservatórias o afastamento das pessoas continua, porque os funcionários reformaram-se, outros estão cansados, outros ainda estão, infelizmente, sem saúde e quem precisa destes serviços não consegue aceder-lhes”.

“Para tudo é preciso marcar e então somos obrigados a deslocar-nos lá duas vezes: Uma vez para marcar e outra para ir ao serviço efectivamente. Com o cliente a pagar”, lamentou o social-democrata que adiantou outra preocupação: “Já se fala em juntar tudo num só local, com menos funcionários e menos atendimento”.

Sem se deter, continuou: “Em Ovar não se faz uma Casa Pronta, Nacionalidades, Passaportes, e os munícipes de Ovar estão a deslocar-se ao concelho da Murtosa, onde num único local, sem agendamento, sem filas, somos todos atendidos”.

Já não é a primeira vez que o assunto é abordado, mas está a agravar-se de dia para dia. O eleito salienta que tal como na saúde, aquele órgão deve tomar uma posição unânime e consensual. “Temos que fazer um ponto de situação pois estamos em vias de perder serviços fundamentais”.

Já para não falar em mais um esvaziamento do Tribunal de Ovar. Manuel Reis alertou que há mudanças em perspectiva que não trazem nada de bom, sem que ninguém se empenhe em contrariar. “Vão juntar o juízo cível e criminal em Ovar, o que vai atrasar ainda mais a justiça no nosso concelho”. “Temos que começar a fazer pressão sobre o IRN e as Finanças sob pena de amanhã irmos tarde”, alertou de novo.

A precária, porque deficiente, prestação de serviços de saúde no concelho de Ovar, também lhe mereceu críticas. “Os serviços de saúde estão funcionar muito mal no concelho”, iniciou, apontando “o polo de saúde de São Vicente de Pereira que só está aberto duas tardes por semana , fazendo com que pessoas de idade tenham de se deslocar a Válega quando não há transportes públicos para lá”.

Sobre a questão da CIRA e a saúde, Manuel Reis atacou: “Realmente a referenciação a Aveiro interessa apenas ao senhor presidente da Câmara de Aveiro, à Universidade de Aveiro, à futura faculdade de medicina de Aveiro e ao futuro presidente da Câmara de Aveiro”. “Iremos ver”, concluiu.

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