Covid-19

Anunciado o primeiro medicamento eficaz contra a Covid-19

Cientistas da Universidade de Oxford apresentam a dexametasona, um medicamento que produziu resultados positivos no combate à doença. A dexametasona é um medicamento que pertence à classe dos corticosteroides. Este actua no controlo dos processos inflamatórios de várias naturezas, ou seja, é considerado também um medicamento de acção anti-inflamatória.

Segundo o que está a ser dado a conhecer, o tratamento com o corticoide dexametasona reduz num terço a mortalidade entre os pacientes mais graves de Covid-19, de acordo com os primeiros resultados de um grande teste clínico anunciados esta terça-feira.

Os responsáveis ​​pelo ensaio, realizado no Reino Unido com milhares de pacientes, relataram agora que esta droga reduz a mortalidade entre pacientes muito graves que precisam de respiração assistida e também entre aqueles que precisam de oxigénio. Contudo, a droga não demonstrou benefício entre pacientes com doença oculta mais leve.

No documento divulgado, os cientistas explicam que “um total de 2104 pacientes foram escolhidos de forma aleatória para receber dexametasona uma vez por dia”, durante dez dias. Os efeitos do fármaco nestes pacientes foram comparados com 4321 pacientes que recebiam os cuidados habituais de um doente com COVID-19.

Segundo os responsáveis ​​pelo estudo, a dexametasona pode prevenir uma em cada oito mortes entre os pacientes mais graves e uma vida em 25 entre os que recebem oxigénio. Estes resultados ainda são preliminares, mas os responsáveis ​​pelo trabalho disseram que em breve irão ser publicados, devidamente revistos, numa revista científica.

A dexametasona é uma droga conhecida – foi descoberta em 1957 – e é barata. É um corticoide com efeitos anti-inflamatórios e um supressor da resposta imune, usado contra fortes reações alérgicas e doenças autoimunes, como a artrite reumatoide. A Organização Mundial da Saúde considera um medicamento essencial para qualquer sistema de saúde.

Os resultados são especialmente positivos, pois apareceram logo após os investigadores terem anunciado que um dos tratamentos mais promissores possíveis – a hidroxicloroquina – não tem efeito positivo em pacientes hospitalizados. O estudo britânico também está a testar a eficácia de outros tratamentos, incluindo plasma de pacientes recuperados.

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